DNOTICIAS.PT
Explicador Madeira

Como gastar menos com combustíveis

None

Na Região Autónoma da Madeira, a gasolina fica mais barata a partir de amanhã, mas o preço do gasóleo volta a aumentar e fica ainda mais perto dos 2 euros por litro. Com o conflito no Médio Oriente, os preços têm-se mantido altos, mas independentemente das flutuações, existem ajustes que podem ser feitos para pagar menos por combustíveis, todos os meses.

Os preços máximos dos combustíveis na Região vão registar variações distintas a partir de amanhã, segunda-feira 10 de Agosto. A gasolina passa a custar 1,873 euros, menos 1,1 cêntimos por litro face ao preço fixado para a semana em curso. O gasóleo sobe 2,7 cêntimos para 1,977 euros por litro.

Estes preços máximos são tabelados semanalmente na Madeira pelo executivo madeirense; e a Secretaria Regional de Economia dava conta de que a evolução recente das cotações internacionais e dos custos associados aponta para uma tendência de descida, pelo que não excluí uma redução dos preços na terceira semana de Agosto.

Gasóleo com nova subida de preço a partir de segunda-feira

Há seis semanas consecutivas que o preço do gasóleo sobe na Madeira, passando a custar, na próxima semana, 1,98 euros por litro. A gasolina super sem chumbo 95 desce pouco mais de 1 cêntimo

Marco Livramento , 06 Agosto 2026 - 17:24

Embora seja possível a descida dos preços, na semana entre 17 e 23 de Agosto, a verdade é que será sempre vantajoso aprender a poupar na factura dos combustíveis no dia-a-dia. Ela pesa cada vez mais no orçamento dos portugueses, mas há decisões simples que podem reduzir o valor pago no fim do mês. É um conjunto de comportamento e hábitos que podem fazer a diferença, no que concerne à poupança.

Forma de conduzir pode pesar

O tipo de condução tem impacto na factura dos combustíveis. Uma condução mais suave, para além de mais segura, ajuda a baixar os custos. As acelerações bruscas, travagens fortes e excesso de velocidade ‘puxam’ pelo motor, obrigam-no a trabalhar mais. Acelerar de forma progressiva, antecipar obstáculos e desacelerar cedo, manter a velocidade estável e usar as mudanças adequadas, tornará o consumo mais eficiente.

A condução agressiva pode impactar o consumo entre 10 e 30%, dependendo do tipo de percurso. Em contexto urbano, com mais ‘pára-arranca’, o impacto pode ser ainda mais elevado. Concretamente, um condutor que percorra cerca de 15.000Km por ano, com uma condução agressiva, pode aumentar a factura dos combustíveis em cerca de 160 a 320 euros por ano.

Mesmo na Via Rápida, uma velocidade mais estável e moderada tende a ser mais eficiente. A resistência do ar aumenta com a velocidade, pelo que a partir dos 100Km/h o motor precisa de mais energia para manter o ritmo. Evitar as acelerações frequentes também permite reduzir esse esforço, baixando o consumo. Mesmo pequenas variações, como uma diferença de 20Km/h, podem aumentar o consumo de forma significativa, numa viagem mais longa.

Não será possível para todos, mas evitar conduzir em horários de ponta ou escolher percursos alternativos também pode ter impacto, para evitar as constantes paragens e acelerações, que reduzem a eficiência do motor e aumentam o consumo médio. Às vezes, um trajecto ligeiramente mais longo, mas com menos paragens, acaba por ser mais económico.

Manutenção e peso também contam

A manutenção do carro também conta, sendo que óleo, filtros, alinhamento da direcção e o estado geral do veículo influenciam o consumo. Pneus com baixa pressão aumento a resistência e exigem mais energia ao carro para circular. Os valores corretos de pressão dos pneus, intervalos de revisão e recomendações técnicas para o veículo, podem ser consultados no manual do fabricante.

A verificação da pressão deve ser feita regularmente, idealmente a cada duas semanas ou antes de viagens mais longas. O controlo deve ser feito com os pneus frios, para garantir leituras mais fiáveis. Além da pressão, é importante avaliar o estado geral dos pneus. Desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento ou suspensão, que também afectam o consumo e a segurança.

Também o peso influencia. Transportar peso desnecessário, como objectos esquecidos no porta-bagagens, pode penalizar a eficiência. Quanto maior o peso, maior o esforço do motor e, consequentemente, o consumo de combustível. Por outra, circular com barras de tejadilho sem utilização também tem impacto, uma vez que altera a aerodinâmica do veículo, aumentando a resistência ao ar, sobretudo a velocidades mais elevadas.

Melhor planeamento das deslocações

A forma mais directa de baixar a factura dos combustíveis é, naturalmente, reduzir o uso do automóvel e/ou quilómetros percorridos. Assim, deslocações planeadas podem ter um grande impacto. Nem todas as deslocações exigem o carro. Para trajectos curtos, caminhar, usar bicicleta ou recorrer a transportes públicos pode compensar.

Por outra, agrupar recados na mesma zona, evitar horas de maior trânsito e escolher percursos com menos paragens (como com semáforos e rotundas), pode fazer a diferença. A verdade é que nem sempre o percurso mais curto é o mais económico. A partilha do carro com familiares, colegas ou amigos, quando são percorridos os mesmos percursos, pode também ser uma solução para a redução de custos.

Cada quilómetro percorrido tem um custo directo em combustível. Num carro com consumo médio de 6 litros aos 100 quilómetros e um preço de 1,80 euros por litro, cada 100 quilómetros representam cerca de 10,8 euros. Assim, um desvio de apenas 10 quilómetros por dia pode representar mais de 1 euro diário em combustível.

Pequenos gestos que contam

O ar condicionado aumenta o esforço do motor. Em dias quentes, deve ser usado com moderação, sem temperaturas demasiado baixas. Temperaturas entre os 22 e os 24 graus ajudam a reduzir o impacto e garantir maior conforto térmico. Abrir os vidros pode ser uma alternativa, exceptuando na Via Rápida, uma vez que circular com vidros abertos a velocidades mais altas prejudica a aerodinâmica. Nestes casos, usar o ar condicionado de forma moderada tende a ser a opção mais eficiente.

Outro hábito a rever é deixar o motor ligado durante longas esperas. Sempre que a paragem seja prolongada e segura, desligar o veículo evita consumo inútil. Nos carros com sistema start-stop, esta gestão já é feita de forma automática em muitas situações. Deixar o carro ligado enquanto está parado consome combustível sem qualquer deslocação. Esperas à porta de casa, em filas ou em parques de estacionamento são situações comuns onde este desperdício acontece.

Combustíveis simples ou aditivados?

Vale a pena pagar mais por combustíveis aditivados? A resposta depende do veículo, do uso e das recomendações do fabricante. O mais importante é usar o combustível adequado ao carro e abastecer em postos legais e fiscalizados. Do ponto de vista do consumo, não há garantia de poupança directa com combustíveis aditivados.

A principal diferença está nos aditivos incorporados no combustível. Estes podem ajudar a reduzir depósitos no motor e a melhorar a combustão ao longo do tempo. Ainda assim, todos os combustíveis vendidos em Portugal cumprem normas europeias de qualidade. Isso significa que tanto os simples como os aditivados são seguros para utilização, desde que respeitem as especificações do veículo.

Ainda assim, em veículos mais exigentes, com motores de maior desempenho ou em utilização intensiva, os aditivos podem ajudar a manter o sistema de combustão mais limpo ao longo do tempo. A escolha por um combustível aditivado também pode ser uma opção pontual em situações específicas, como antes de uma viagem longa.