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Primeiro-ministro francês quer novas medidas de adaptação às alterações climáticas

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Foto EPA/SARAH MEYSSONNIER

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, quer que o seu Governo apresente novas medidas para acelerar a implementação do Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas.

Lecornu encarregou ontem a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, de apresentar novas medidas, sublinhando que perante os repetidos incêndios florestais e as ondas de calor, a França "deve acelerar a sua preparação para condições meteorológicas mais severas".

De acordo com uma carta de missão consultada pela agência France-Presse (AFP), Lecornu pediu à ministra, que anunciou recentemente a sua demissão perante divergências sobre uma polémica lei agrícola, antes de aceitar continuar no seu cargo, que lhe apresente "medidas concretas" até ao "início de outubro".

O objetivo é "acelerar a implementação" do terceiro Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, que inclui cerca de meia centena de medidas destinadas a adaptar o país a um cenário de aquecimento global de +4°C até 2100.

A declaração de missão inclui diversos temas a explorar, como a "gestão de edifícios" (práticas e planeamento de adaptação), agricultura, transportes, gestão da água e educação, com o objetivo específico de adaptar a "organização escolar e universitária aos novos ritmos climáticos", incluindo a revisão do "cronograma" dos exames realizados durante períodos de calor extremo.

"Todas estas medidas devem estar operacionais rapidamente, dentro do prazo deste governo, alocando recursos já existentes para estas novas ações, se necessário", solicitou Sébastien Lecornu.

França tem sido afetada por devastadores incêndios nos últimos dias.

Com 92 mil hectares destruídos em todo o país desde janeiro, 2026 já bateu o recorde de área ardida em França em mais de 20 anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios (EFFIS).