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Polícia Federal do Brasil decide expulsar Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

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Foto AFP

A Polícia Federal do Brasil decidiu demitir Eduardo Bolsonaro do cargo que ocupava dentro da corporação, disse hoje à Lusa fonte oficial brasileira a par de uma investigação interna.

Agora, cabe ao ministro da Justiça e Segurança Pública brasileiro, Wellington César Lima e Silva, validar a decisão da Polícia Federal e, assim, oficializar a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo público.

Funcionário de carreira da Polícia Federal, Eduardo pediu licença do cargo de escrivão de polícia ao tornar-se deputado federal eleito em 2015, mas perdeu o mandato parlamentar em dezembro do ano passado por excesso de faltas por morar nos Estados Unidos.

Logo após a Câmara dos Deputados do país declarar a perda do seu mandato, a Polícia Federal determinou que Eduardo retornasse de forma imediata ao exercício do cargo de escrivão.

"Ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis", lia-se no despacho publicado à época no Diário Oficial da União.

Como Eduardo não voltou ao Brasil, e muito menos reassumiu as suas funções na Polícia Federal brasileira, a corporação abriu um processo administrativo disciplinar para decidir sobre a sua demissão.

A morar nos EUA desde fevereiro do ano passado, Eduardo alega ser alvo de uma suposta perseguição política do Supremo Tribunal Federal brasileiro.

Desde então, tem intensificado a sua atuação junto das autoridades e de políticos norte-americanos, em alguns casos, inclusive, com retaliação às autoridades brasileiras.

Foi por influência de Eduardo Bolsonaro que os EUA aplicaram a Lei Magnitsky a figuras públicas do Brasil, sendo o caso mais emblemático o do juiz Alexandre de Moraes, do Supremo brasileiro.

Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso de um processo judicial, após a condenação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

Recentemente, o ex-deputado obteve do Governo dos Estados Unidos o 'green card', um visto que concede residência permanente nos EUA e permite a estrangeiros viverem como um cidadão norte-americano.