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Madeira

Elsa Fernandes garante flexibilização dos prazos nas matrículas para o 10.º ano

Secretária regional apontou que a Região acompanha a possibilidade de extensão dos prazos de candidatura

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Foto Arquivo

A secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia disse, esta tarde, acreditar que as fichas ENES, documento indispensável para a candidatura ao ensino superior, estarão disponíveis "em breve", depois dos constrangimentos registados na plataforma informática que também atrasaram a divulgação das classificações dos exames nacionais na Região.

Segundo Elsa Fernandes, a informação transmitida pelo Agrupamento de Exames do Funchal é de que as escolas aguardam uma resposta das entidades nacionais responsáveis pela plataforma. "Da mesma forma que as notas demoraram um pouco a sair, mas depois tudo foi reposto, acredito que a ficha ENES brevemente estará disponível", afirmou.

Enquanto o documento não é emitido, os alunos continuam impedidos de formalizar a candidatura ao ensino superior. Elsa Fernandes estima que estejam abrangidos "dois mil e tal" estudantes na Região.

A secretária explicou que o problema resulta da mesma plataforma informática utilizada para a gestão dos exames nacionais. "Se a plataforma ainda não está toda conforme, não podem ser emitidas as fichas ENES", referiu, lembrando que houve classificações de Física e Química que tiveram de ser alteradas, disciplina cujas notas são determinantes para candidatos a cursos como Engenharia ou Medicina.

Quanto às matrículas dos alunos que transitam do 9.º para o 10.º ano, Elsa Fernandes garantiu que a Região irá flexibilizar os prazos. "Os prazos estão alargados, isso depende das nossas escolas e, claro, vamos flexibilizar", assegurou. O mesmo acontecerá relativamente aos procedimentos ligados ao acesso ao ensino superior, com a Região a acompanhar a possibilidade de extensão dos prazos de candidatura.

Questionada sobre as declarações do ministro da Educação, que classificou os problemas registados como "pequenos apontamentos", a governante defendeu que a modernização tecnológica da Administração Pública deve ser acompanhada de testes rigorosos. "É muito importante fazer a transição digital, mas sempre que se fazem mudanças que envolvem tecnologias e plataformas, elas devem estar plenamente testadas e avaliadas para que não aconteça o que aconteceu agora", concluiu.