Há 20 anos a roupa dos jornalistas gerava polémica no Parlamento madeirense
Recuamos até 2006 neste ‘Canal Memória’
Na edição de 20 de Julho de 2006, o DIÁRIO dava destaque à controvérsia em torno das regras de vestuário impostas aos jornalistas na Assembleia Legislativa da Madeira. Na altura, vários profissionais da comunicação social tinham sido impedidos de entrar no parlamento por estarem de calçado desportivo ou T-shirt.
A decisão, assumida pelo então presidente da Assembleia Legislativa, Miguel Mendonça, foi justificada com a necessidade de preservar o respeito pela instituição. O responsável garantiu que as normas se manteriam em vigor enquanto ocupasse o cargo e anunciou a elaboração de um regulamento que definiria as condições de apresentação dos jornalistas para acesso ao parlamento.
O caso motivou reações do sector. A TSF-Madeira pediu esclarecimentos à Entidade Reguladora para a Comunicação Social sobre a legalidade de impedir o acesso de jornalistas ao local de trabalho, enquanto o Sindicato dos Jornalistas classificou a actuação de Miguel Mendonça como um "excesso de zelo", acusando-o de promover situações de humilhação e de desviar atenções de problemas internos da Assembleia.
Na mesma notícia, o DIÁRIO referia que nem a Assembleia da República nem a Assembleia Legislativa dos Açores tinham regras semelhantes para o vestuário dos jornalistas, sublinhando que, no parlamento açoriano, nem sequer existia qualquer regulamento sobre a forma de vestir ou calçar dos profissionais da comunicação social.