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População na UE vai atingir pico de 453,3 milhoes em 2029 e depois começa a cair

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A população da União Europeia, atualmente de 450,6 milhões de pessoas, deverá atingir em 2029 um pico de 453,3 milhões e reduzir-se para 398,8 milhões até 2100, segundo um relatório hoje divulgado, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.

O estudo, feito pelo Centro Comum de Investigação, confirma que a população da União Europeia (UE) se encontra atualmente perto do seu pico, com 450,6 milhões de pessoas, e deverá situar-se em cerca de 445 milhões até 2050, e 398,8 milhões até 2100, o que representa um decréscimo global de cerca de 11,7%, para um nível idêntico ao registado na década de 1970.

De acordo com o relatório, entre 1960 e 2025, a população da UE registou um aumento global significativo de cerca de 96 milhões de pessoas (passando de 354,5 milhões para 450,6 milhões).

Entre 2005 e 2024, o ritmo do crescimento populacional abrandou para 0,89 milhões ao ano, face a 3,03 milhões/ano nos anos 1960 e espera-se que comece a recuar a partir de um pico de 453,3 milhões em 2029.

Ao mesmo tempo, os europeus vivem mais tempo do que nunca, com a esperança de vida à nascença a atingir os 81,5 anos em 2024, refletindo progressos nos cuidados de saúde, no nível de vida e nas condições sociais.

Até 2050, quase um em cada três residentes na UE terá 65 ou mais anos -- em comparação com um em cada cinco atualmente --, ao passo que a esperança de vida poderá ultrapassar os 90 anos para as mulheres e os 86 para os homens até 2100.

Uma criança nascida na UE em 2023 poderá esperar viver uma vida sem doenças graves até aos 75,3, aponta o estudo demográfico.

O estudo indica ainda que o volume de bebés nascidos anualmente na UE caiu quase para metade em 60 anos, depois de um pico de fertilidade de 6,8 milhões de nados-vivos em 1964.

Em 2024 nasceram apenas 3,55 milhões de crianças na UE --- o valor mais baixo do registo histórico apresentado.

O Centro Comum de Investigação prevê impactos das alterações demográficas na saúde, estando previsto que em 2038 os habitantes com mais de 65 anos ultrapassem os que têm 20 a 40.

Isto também terá impacto no mercado de trabalho -- nomeadamente com a facilitação do acesso aos jovens -, na segurança social, nomeadamente a sustentabilidade dos regimes de pensões, na educação e na habitação.