Chega quer avaliar preparação para sismos
O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República deu entrada a um requerimento para ouvir algumas das principais entidades e especialistas nacionais em engenharia sísmica, construção e protecção civil, com o objectivo de avaliar o grau de preparação de Portugal para enfrentar um sismo de grande magnitude.
As audições, caso o requerimento seja aprovado, decorrerão na 14.ª Comissão Parlamentar de Infraestruturas, Habitação e Mobilidade, onde o deputado madeirense Francisco Gomes exerce funções de coordenador do Grupo Parlamentar do Chega.
O partido pretende ouvir representantes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), da Ordem dos Arquitetos, da Ordem dos Engenheiros, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e o professor João Azevedo, especialista em engenharia sísmica e antigo presidente da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica. O objectivo é avaliar a vulnerabilidade do parque edificado nacional, o estado das infra-estruturas críticas, a aplicação das normas de construção anti-sísmica, a capacidade de resposta da protecção civil e as medidas prioritárias para reforçar a segurança das populações.
"Portugal não pode esperar que aconteça uma tragédia para descobrir que não estava preparado. A prevenção salva vidas e cabe ao Estado antecipar riscos – e não limitar-se a reagir depois das catástrofes acontecerem", afirma o deputado Francisco Gomes.
Segundo o parlamentar, os recentes alertas lançados por especialistas nacionais e os acontecimentos registados internacionalmente demonstram a necessidade de colocar o risco sísmico no centro das políticas públicas. Francisco Gomes mais defende que o parlamento deve ouvir quem mais conhece esta matéria antes de serem tomadas decisões sobre investimento público e proteção das infra-estruturas estratégicas.
"Hospitais, escolas, pontes, túneis, aeroportos, redes de comunicação e redes de transporte têm de resistir quando ocorrer um grande sismo. O pior erro que um país pode cometer é ignorar os avisos da comunidade científica e continuar a adiar aquilo que pode evitar milhares de vítimas", frisa.
O deputado considera que esta iniciativa representa um passo importante para reforçar a preparação nacional perante um dos maiores riscos naturais que Portugal enfrenta.
"O Chega quer um país preparado, resiliente e capaz de proteger os seus cidadãos. Em matéria de segurança das populações, a irresponsabilidade e a complacência nunca podem ser uma opção. Não aceitamos essa postura", conclui.