Trump acredita que acordo com Teerão ainda é possível
O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu que ainda é possível um acordo com o Irão, apesar dos novos ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) e do restabelecimento do bloqueio aos portos iranianos.
Trump questionado, na segunda-feira na Sala Oval, se acreditava que um acordo com Teerão era concebível e respondeu afirmativamente, alegando também que o Irão queria continuar as negociações.
"Penso que tínhamos um acordo com eles há dois dias, mas eles queriam continuar a negociar", destacou Trump aos jornalistas na Sala Oval, sem apresentar detalhes sobre o alegado acordo ou os seus termos.
Trump afirmou que, apesar das conversações com Teerão, a sua administração não conseguiu chegar a um acordo final porque o Irão optou por prolongar o diálogo.
O Presidente norte-americano insistiu que a pressão sobre o Irão vai continuar até que haja um acordo que satisfaça Washington e defendeu a utilização combinada de medidas económicas e de ação militar como mecanismo para forçar Teerão a aceitar as suas condições.
Trump afirmou que o seu objetivo continua a ser impedir o Irão de desenvolver ou manter capacidades que considera uma ameaça para os Estados Unidos e para os seus aliados.
A nova ofensiva norte-americana surge depois de Trump ter anunciado o retomar do bloqueio naval contra o Irão e de ter afirmado que Washington assumirá o papel de "guardião do Estreito de Ormuz", uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.
O Presidente norte-americano declarou que outros países terão de compensar os Estados Unidos com 20% do valor da carga transportada para cobrir os custos de segurança nesta via navegável, que Teerão fechou "até novas ordens" após os recentes ataques norte-americanos.
O chefe de Estado norte-americano indicou ainda na segunda-feira que a sua administração está a investigar se o Irão tem 'drones' armazenados em Cuba e avisou que Washington tomará medidas caso se confirme a presença deste equipamento na ilha.
"Se os tiverem, e é muito possível que tenham, trataremos disso", garantiu Trump nas mesmas declarações.
A declaração de Trump surge no meio da crescente pressão dos EUA sobre Cuba, depois de o Governo norte-americano ter alargado as sanções contra autoridades e entidades ligadas ao Governo cubano.
Os Estados Unidos sancionaram o Ministério do Turismo de Cuba e nove entidades estatais, incluindo agências que exportam combustíveis, bens e serviços, no âmbito da sua política de pressão sobre a ilha, que atravessa uma grave crise económica.
Em junho, foram impostas sanções ao Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, a vários dos seus familiares e ao coronel Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro (2008-2018), irmão mais novo de Fidel Castro.
O Departamento de Justiça apresentou também acusações contra Raúl Castro pela sua alegada responsabilidade na queda de dois aviões pertencentes a uma organização de exilados cubanos em 1996, que resultou na morte de quatro pessoas.