Jorge Jesus e as suas promessas fúteis
Pedro Proença (PP) presidente da FPF esperou pela eliminação da nossa seleção do Mundial para assumir publicamente que Martinez não era o seu selecionador procurando assim sacudir água do capote na corresponsabilização inerente à sua qualidade de dirigente máximo da FPF na referida eliminação, quando se não confiava no trabalho do anterior selecionador deveria tê-lo substituído logo após o triunfo na Liga das Nações, pelo que ao não fazê-lo não pode eximir-se do nosso fracasso no Mundial.
Temos agora Jorge Jesus (JJ) como novo selecionador, uma escolha pessoal de PP, que resolveu na sua apresentação e na linguagem mais ou menos “rasca” que o caracteriza fazer promessas fúteis como as que fez em 2020 no seu regresso ao Benfica ao prometer “Não vamos jogar o dobro, vamos jogar o triplo. Vamos arrasar“, não tendo ganho nada, ainda que agora tenha sido um pouco mais comedido já que se limitou a prometer “jogar o dobro”, o que é uma promessa tão fútil como a que fez em 2020, a que se juntarmos as críticas públicas ao seu antecessor talvez para agradar a PP, demonstram alguma falta de ética profissional para com um colega de profissão.
O que nós precisávamos, mais do que um selecionador com a promessa fútil de jogar o “dobro”, era de um selecionador capaz de construir uma equipa eficaz a defender, a atacar e a ganhar os seus jogos, como foi por exemplo a seleção de Cabo Verde, que sem vedetas mostraram o que é uma equipa competente nas diversas fases de um jogo de futebol face aos adversários que tem de defrontar.
Tenho sérias dúvidas que JJ seja o treinador capaz de construir essa equipa, apesar de tudo espero estar enganado e faço votos para que tenha o maior êxito com a nossa seleção.
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