“A autonomia nunca se faz contra a República, mas ao lado da República”, garante Rubina Leal
A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal, sublinha que a autonomia “nunca se faz contra a República, mas ao lado da República”. “Um estado verdadeiramente forte não teme as autonomias, pelo contrário fortalece-as”, reforçou esta sexta-feira na sessão plenária comemorativa dos 50 anos da autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, que está a decorrer na Assembleia da República.
A propósito, no início da sua intervenção, Rubina Leal dirigiu-se a José Pedro Aguiar-Branco, saudando o presidente da Assembleia da República por “promover pela primeira vez uma sessão plenária evocativa das autonomias das Regiões Autónomas”.
“A autonomia não surgiu fruto do acaso, nasceu da coragem, inconformismo dos povos insulares, da convicção de que a distância geográfica não podia significar distância política”, referiu Rubina Leal. “A escolha foi acertada”, observou. “A Madeira transformou-se na educação, na saúde, na coesão social, nas infraestrururas, na economia e na projecção nacional. Mas essa escolha acertada mede-se também na qualidade de vida dos seus cidadãos”, garantiu a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.
Referindo-se à autonomia, lembra que “uma obra desta dimensão nunca está concluída”. “A autonomia não é um ponto de chegada. Depende do contributo e do trabalho de todos. Cada geração recebe herança, mas também recebe uma responsabilidade e a nossa é de aprofundar este processo da autonomia”, realçou.
“O estado não se pode se desresponsabilizar da coesão nacional. A autonomia conquistada é património e não pode ser banalizada”, concluiu Rubina Leal.