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ANA diz estar alinhada com Estado nos investimentos aeroportuários

Foto DR/ANA
Foto DR/ANA

A ANA/Vinci afirmou hoje à Lusa que continua empenhada nos investimentos e na conectividade dos aeroportos nacionais, "em alinhamento com o Estado português".

Questionada pela Lusa sobre as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, relativas à criação de um "Fundo Soberano de Portugal" que poderá intervir em setores estratégicos, incluindo infraestruturas aeroportuárias caso os concessionários "não cumpram as suas obrigações", fonte oficial da ANA - Aeroportos de Portugal não comentou diretamente as afirmações, garantindo apenas que os projetos em curso estão alinhados com o Estado.

"A ANA - Aeroportos de Portugal continua empenhada no desenvolvimento dos vários projetos de investimento e da conectividade dos aeroportos nacionais, em alinhamento com o Estado português", afirmou fonte oficial da concessionária.

Na mesma resposta por escrito, a concessionária aeroportuária destacou o projeto de desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa, que, segundo a empresa, "segue de forma rigorosa em cumprimento do cronograma definido com o Estado".

"A ANA Aeroportos de Portugal prossegue, assim, o seu propósito enquanto operador de referência, apoiando a economia e aproximando as pessoas", acrescentou a mesma fonte.

No discurso de encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro afirmou que o fundo soberano "será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos".

O primeiro-ministro disse ainda que a intenção é que o fundo tenha "participações acionistas" para garantir "um veículo de poupança para as gerações futuras" e "um instrumento de efetivar a soberania nacional".

"Estamos a falar de participações em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias, se os concessionários das mesmas não cumprirem as suas obrigações", afirmou Montenegro.

A ANA tem até 17 de julho para submeter o Relatório Técnico do novo aeroporto de Lisboa, que deverá incluir o planeamento detalhado da construção, a calendarização das obras, a estrutura de subcontratação e o orçamento estimado.

No relatório inicial entregue ao Governo em dezembro e publicado em janeiro, a ANA estimou em 8,5 mil milhões de euros o custo de construção do novo aeroporto Luís de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete.

Segundo o documento, a concessionária prevê financiar 7 mil milhões de euros através da emissão de dívida.

A ANA propôs ainda o aumento progressivo das taxas aeroportuárias no Aeroporto de Lisboa entre 2026 e 2030 e o prolongamento da atual concessão por mais 30 anos, até 2092, para assegurar o reembolso do investimento e a sustentabilidade económica da concessão sem apoio financeiro público.

O contrato de concessão aeroportuária em vigor foi assinado em 2012 e tem a duração de 50 anos.

A ANA prevê a abertura do novo aeroporto de Lisboa em meados de 2037, ou no final de 2036 caso sejam acordadas com o Governo otimizações ao calendário.

A ANA -- Aeroportos de Portugal gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores, bem como o Terminal Civil de Beja.

A concessionária passou a integrar a VINCI Airports em 2013, na sequência do processo de privatização.