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Mais de 20% das empresas portuguesas impreparadas para mudanças económicas repentinas

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Foto Shutterstock

Cerca de 22% das empresas portuguesas considera que não está preparada e não tem medidas estabelecidas para enfrentar um agravamento repentino do contexto económico, segundo um estudo ontem divulgado.

De acordo com o mais recente estudo de Gestão de Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, há "várias lacunas na gestão da política de risco comercial das empresas".

O balanço foi feito através de uma consulta junto de cerca de 400 gestores de empresas e regista que 22% não tem "qualquer tipo de estratégia preparada face a uma mudança negativa no contexto comercial e económico, o que traz vulnerabilidade à gestão de riscos".

O documento aponta que apenas 6% das empresas portuguesas "dispõem de planos de contingência para mitigar os efeitos de um súbito agravamento do ambiente económico".

Já 32% diz ter medidas básicas e 29% que desenvolveram ações específicas para contrariar as mudanças negativas na economia.

Segundo a Crédito y Caución, uma das principais marcas em seguros de crédito interno e de exportação em Portugal e com uma quota de 22,1%, ter medidas preventivas em vigor "pode reduzir o risco financeiro entre 30% e 70%, dependendo do tipo de empresa, setor e nível de implementação".

Os mesmos dados apontam que 69% das empresas não viram mudanças no perfil dos clientes com pagamentos em atraso.

No total, 8% apontaram que as mudanças registadas foram em setores que dependem da exportação e/ou importação, e outros 8% de empresas "estão a perceber um perfil diferente de clientes com atrasos de pagamento indicam que estes estão ligados a setores afetados pela incerteza geopolítica".