O primeiro dia de Verão de 2026 na Região Autónoma da Madeira começou com temperaturas elevadas em vários pontos do arquipélago e prolongou a sensação de tempo quente ao longo do dia, como noticiado pelo DIÁRIO. Até às 14 horas, correspondentes ao meio-dia solar, todas as estações meteorológicas da rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registavam temperaturas máximas superiores a 20 ºC.
As autoridades de saúde recordam que os períodos de calor intenso podem surgir a qualquer momento e representar riscos significativos para a saúde.
Verão arranca com calor em toda a Madeira
Todas as estações do IPMA já ultrapassaram os 20 graus
As temperaturas elevadas, sobretudo quando persistem durante vários dias consecutivos, colocam uma pressão acrescida sobre o organismo e podem provocar desde desconforto e desidratação até situações mais graves que exigem assistência médica urgente.
Conhecer os sinais de alerta e as medidas de protecção pode fazer toda a diferença.
Porque é que o calor pode ser perigoso?
O corpo humano possui mecanismos naturais para regular a temperatura, mas quando o calor é excessivo ou prolongado, esses mecanismos podem tornar-se insuficientes.
A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação grave, cãibras, esgotamento devido ao calor e, em situações mais severas, insolação. O calor também pode agravar doenças crónicas já existentes e aumentar o risco de complicações, sobretudo entre as pessoas mais vulneráveis.
Nos casos mais graves, a exposição prolongada ao calor intenso pode mesmo colocar a vida em risco.
Os cuidados que fazem a diferença
Uma das recomendações mais importantes passa por manter uma hidratação adequada. As autoridades de saúde aconselham a ingestão regular de água ao longo do dia, mesmo quando não existe sensação de sede. Os sumos naturais podem ser uma alternativa, mas devem ser evitadas bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas com cafeína ou com elevados teores de açúcar, uma vez que podem contribuir para a desidratação.
Sempre que possível, deve permanecer em locais frescos, ventilados ou climatizados. Durante as horas de maior calor, geralmente entre as 11 e as 17 horas, é aconselhável evitar a exposição directa ao sol e limitar actividades que impliquem esforço físico intenso.
A roupa também desempenha um papel importante na protecção contra o calor. O ideal é optar por peças leves, largas e de cores claras, preferencialmente em algodão. Quando estiver ao ar livre, é recomendada a utilização de chapéu, óculos de sol e protector solar com factor de protecção igual ou superior a 30, devendo a aplicação ser renovada regularmente.
Outro cuidado fundamental passa pela alimentação. As refeições devem ser mais leves, privilegiando alimentos de fácil digestão e distribuindo a ingestão alimentar por várias refeições ao longo do dia.
Grupos mais vulneráveis
Nem todas as pessoas reagem da mesma forma ao calor. Os bebés, as crianças pequenas, os idosos, as pessoas com doenças crónicas, os trabalhadores expostos ao exterior e os praticantes de actividade física estão entre os grupos que exigem maior vigilância.
No caso dos bebés e crianças, é essencial garantir uma hidratação frequente, evitar a exposição solar directa e nunca os deixar sozinhos dentro de veículos estacionados, nem por breves instantes. O interior de uma viatura pode atingir temperaturas extremamente elevadas em poucos minutos.
As pessoas com mais de 65 anos devem redobrar os cuidados, mesmo quando não sentem sede. Permanecer em locais frescos, evitar sair nas horas de maior calor e manter contacto regular com familiares, amigos ou vizinhos são medidas importantes para prevenir situações de risco.
Já quem sofre de doenças crónicas deve seguir rigorosamente as recomendações médicas e evitar a exposição dos medicamentos a temperaturas elevadas. Em caso de dúvidas relacionadas com restrições de líquidos ou dietas específicas, é aconselhável consultar o médico assistente.
E quem trabalha ou pratica exercício ao ar livre?
As pessoas que desenvolvem a sua actividade profissional no exterior devem fazer pausas regulares, procurar locais frescos sempre que possível e aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia.
A prática de exercício físico também requer cuidados acrescidos durante os períodos de calor. Os especialistas recomendam que a actividade seja realizada preferencialmente ao início da manhã ou ao final da tarde, evitando os períodos de maior exposição solar.
A hidratação antes, durante e após o exercício é essencial. Caso surjam sintomas como fraqueza, tonturas ou sensação de desmaio, a actividade deve ser interrompida imediatamente.
Os sinais de alerta que não devem ser ignorados
Existem alguns sintomas que podem indicar que o organismo está a sofrer os efeitos do calor e que justificam atenção médica.
Entre os principais sinais estão transpiração excessiva, fraqueza, pele fria e húmida, náuseas, vómitos, febre, diarreia, aceleração do pulso ou perda de consciência.
Perante estes sintomas, as autoridades de saúde recomendam a procura imediata de assistência médica.
O papel da comunidade
As autoridades sublinham ainda a importância de acompanhar pessoas que vivem sozinhas ou em situação de maior vulnerabilidade. Um simples contacto telefónico ou visita diária pode ajudar a identificar precocemente situações de risco.
Durante os períodos de temperaturas elevadas, recomenda-se que familiares, amigos ou vizinhos mantenham contacto regular com estas pessoas, verificando se estão hidratadas, em segurança e em condições adequadas de conforto térmico.