Moedas acusa Chega de se unir à extrema-esquerda para impedir reforma laboral
O presidente da Câmara de Lisboa acusou hoje o partido Chega de se ter encostado ao PS e à extrema-esquerda para impedir a aprovação da Lei Laboral na Assembleia da República.
À entrada para o 43.º Congresso do PSD, que decorre hoje e domingo em Anadia, no distrito de Aveiro, Carlos Moedas considerou que o partido "chega com muita força ao congresso" e classificou a rejeição do pacote laboral como um episódio "triste".
"O que vimos ontem [sexta-feira] foi triste e destaco que o único grande partido ao centro é o PSD, todos os outros estão à esquerda e inclusive o Chega que se juntou a toda a esquerda e à extrema-esquerda contra o país avançar", frisou.
O autarca da capital salientou que o país precisa cada vez mais do PSD, que na liderança do Governo tem feito reformas e tem sido "verdadeiramente reformista".
Para Carlos Moedas, "todos os portugueses que queriam mudança, a reforma, saem derrotados do que aconteceu".
O presidente da Câmara de Lisboa disse ainda que o Governo da AD deve estar disposto a negociar com todos os partidos representados na Assembleia da República.
"Não é não a uma coligação com o Chega, mas temos de falar com aquele que é o maior partido da oposição. Infelizmente esse partido encostou-se ao PS e à extrema-esquerda e, portanto, a partir daí não há reforma, é pena".
O autarca justificou a sua presença no 43.º congresso dos sociais-democratas para "ajudar o presidente do partido, mas sobretudo para dar força a um projeto de mudança, de reforma para o país".
O 43.º Congresso Nacional do PSD começou na manhã de hoje Velódromo de Sangalhos, em Anadia, sob o lema da moção de estratégia do líder do partido, Luís Montenegro: "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", e termina domingo à hora de almoço.