“No a la Guerra”

Esta expressão “no a la guerra” foi utilizada pelo primeiro-ministro espanhol, o Socialista Pedro Sánchez, em março de 2026, e marcou uma posição mundial, resumindo a posição oficial de Espanha contra o envolvimento ou apoio a um conflito armado no Médio Oriente.

Esta, era (mais) uma guerra que supostamente duraria apenas um “par de dias”, mas como os próprios EUA disseram um dia na guerra da Rússia: “uma coisa é no papel, outra coisa é na vida real”.

Sánchez rejeitou o uso de bombas e conflitos para resolver a crise, apelando à cessação de hostilidades por parte de potências internacionais como os EUA, Israel e o Irão. A mensagem oficial do governo espanhol frisou também os seguintes pontos: respeito pelas leis internacionais invocando lições da História e alertando para o perigo de cometer os mesmos erros do passado, como o envolvimento espanhol na Guerra do Iraque em 2003 (onde a frase “no a la guerra” ficou historicamente marcada em manifestações de milhões de espanhóis).

A recente visita do Papa Leão XIV a Espanha, onde discursou no parlamento nacional espanhol, enalteceu ainda mais a posição deste país, que se distinguiu e se afirmou entre outros, e que ganha assim, o Vaticano como novo aliado. Nesta visita, o santo Papa lamentou ainda o rearmamento da Europa e pediu respeito pelo direito internacional e “coragem diplomática” aos líderes mundiais, lembrando que nunca poderão edificar uma paz autêntica e duradoura, fazendo a guerra. Em vez disso apela ao diálogo paciente, respeito pelo direito internacional e a uma política capaz de pôr a vida dos povos acima dos interesses.

As leis do Universo não protegem aqueles que fazem e defendem a Guerra. “No a la Guerra” ...Si a la Paz!

Duarte De Sousa Melim