Igreja portuguesa destaca "compromisso com a paz" no primeiro ano de Leão XIV
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) elogiou hoje o primeiro ano de funções do Papa Leão XIV, destacando o seu "compromisso com a paz" e o esforço na manutenção da unidade da Igreja, dividida entre conservadores e progressistas.
"A Igreja em Portugal acolhe este primeiro ano de pontificado como um convite a aprofundar a vida espiritual, a fortalecer a comunhão, a assumir com esperança os desafios do tempo presente e a renovar o compromisso com a paz", referiram hoje, numa nota, a CEP.
No comunicado, os bispos portugueses confiam o Papa "à intercessão de Nossa Senhora de Fátima", comprometendo-se a apoiar o seu trabalho à frente do Vaticano.
Em 08 de maio passa um ano da eleição do cardeal norte-americano e peruano Robert Prevost como Papa, assumindo o nome de Leão XIV ao suceder ao argentino Francisco.
"Num mundo marcado por guerras e conflitos, o Papa Leão XIV tem colocado no centro do seu magistério o apelo à paz entre os povos", afirmam os bispos portugueses, recordando as suas palavras em que apelou a "uma paz desarmada e desarmante" e insistiu "na urgência do diálogo e da responsabilidade comum na construção da paz".
Na viagem apostólica a África, o Papa mostrou a "necessidade de promover a paz através da justiça, do desenvolvimento integral e do respeito pela dignidade de cada pessoa, com especial atenção às populações mais vulneráveis", recorda a CEP.
Para a hierarquia católica portuguesa, o Papa veio dar um novo impulso à doutrina social da Igreja, "chamando a atenção para os desafios da 'nova questão social', marcada por profundas transformações no mundo do trabalho e pelo desenvolvimento das novas tecnologias".
Leão XIV "tem reafirmado a dignidade humana e a responsabilidade ética que deve acompanhar o progresso científico, particularmente no campo da inteligência artificial, sublinhando também a importância de uma comunicação ao serviço da verdade e da paz", acrescentam os bispos.
No plano doutrinário e interno, Leão XIV "tem procurado fortalecer a unidade da Igreja" ao continuar o processo sinodal, um modelo de auscultação das bases para discutir questões divisivas que opõem conservadores e progressistas.