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Paulo Portas lamenta que jornalismo tenda a achar que mundo seja o que está no X

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O antigo ministro Paulo Portas lamentou hoje que o jornalismo tenda a achar que o que se passa no mundo é o que está na rede social X, defendendo que é preciso sair da redação para encontrar histórias.

O também antigo jornalista e um dos fundadores do jornal O Independente falava numa sessão de perguntas e respostas, no primeiro dia do congresso da APDC (Digital Business Congress), que termina na quinta-feira no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote "A Europa na Era Digital - O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação".

"Infelizmente o jornalismo, não tanto na América, tende a achar que o que se passa no mundo é o que se passa no X", lamentou Paulo Portas.

O jornalismo "é levantar o rabo da redação e ir procurar uma boa história e depois investigar e checar duas versões ou quatro", salientou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.

"O mundo não é o que se passa no Twitter [atual X], esse é um dos erros trágicos", alertou Paulo Portas, que defendeu espírito crítico quando se lê informação nas redes sociais. Ou seja, não acreditar em tudo o que está lá escrito.