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Madeira

Há 33 anos a abertura de túneis no Cabo Girão originava protestos

Viaje até à edição de 6 de Maio de 1993

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A abertura dos túneis na Quinta Grande para a via rápida que viria a ligar Câmara de Lobos à Ribeira Brava desencadeou, há 33 anos, uma onda de protestos. Conforme noticiou o DIÁRIO na edição de 6 de Maio de 1993, os moradores queixavam-se de não conseguir dormir devido às detonações com explosivos.

Os residentes nas imediações dos túneis então em construção denunciavam ainda o estado da estrada central da Quinta Grande, que apresentava “grandes buracos” provocados pela circulação de camiões carregados de terra e materiais.

Segundo relatavam, as habitações “tremiam” e as portas batiam, criando um cenário que descreviam como parecendo “o fim do mundo”.

Os explosivos utilizados na obra estariam também, alegadamente, a provocar fissuras em várias residências, bem como fendas nos tanques de água.

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Prosseguindo pela edição, o DIÁRIO dava conta da descoberta do cadáver de um homem desaparecido desde o Dia dos Namorados. O corpo foi desenterrado na Ponta do Pargo, alguns metros acima da casa onde vivia com os pais. A autópsia confirmou tratar-se de um homicídio.

A notícia referia ainda que o presumível autor do crime seria o pai da vítima, um jovem de 27 anos que morreu com um ferro cravado no peito. O progenitor indicou à Polícia Judiciária o local onde tinha enterrado o corpo.

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Por fim, a edição destacava a chegada à Madeira do novo modelo da Peugeot, o 306, que seria apresentado e começaria a circular na cidade.