DNOTICIAS.PT
País

Montenegro diz ter Governo mais reformista dos últimos 30 anos em Portugal

None
Foto MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, afirmou hoje liderar o Governo mais reformista dos últimos 30 anos em Portugal e caracterizou de "epifenómenos" as críticas vindas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Em declarações aos jornalistas após ter votado para as eleições diretas do PSD, na secção social-democrata de Espinho, o chefe do Governo falou na "responsabilidade de transformar o país", afirmando, "como presidente do PSD", estar "naturalmente muito, muito orgulhoso" por existir um Governo sob a direção e responsabilidade do PSD, "que é o Governo mais reformista dos últimos 30 anos em Portugal".

Sobre as críticas que, nos últimos dias, lhe foram endereçadas pelo antigo primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro minimizou o facto de este ter dito que não iria votar hoje: "Vou ter menos um voto, mas é a vida, não é?", disse, defendendo logo depois que "o partido está coeso, unido, focado" e também "imperturbável face a ruídos, que são ruídos menores, face àquilo que é a grandeza da missão" do Governo.

"Eu sei que faz parte das regras do jogo a comunicação social querer desviar as atenções para epifenómenos, mas eu acho que, sinceramente, é preciso centrar-nos, e a vocês também cabe esse papel", disse o presidente do PSD, sem mencionar o nome do antigo governante.

Perto de 57 mil militantes do PSD podem votar hoje na reeleição de Luís Montenegro como presidente do partido, que é candidato único a novo mandato de dois anos.

De acordo com dados oficiais do partido, podem votar nas 13.ªs eleições diretas do PSD 56.887 militantes (dos quais 63% são homens), depois da alteração estatutária que dá direito de voto a todos os que tenham uma quota paga nos últimos dois anos (antes era necessária quota válida no mês do sufrágio).

As eleições diretas para o presidente da Comissão Política Nacional do PSD decorrem em todo o país entre as 14:00 e as 19:00, em simultâneo com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia (Aveiro), no qual serão eleitos os restantes órgãos do partido.