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Guterres condena ataque a mesquita na cidade norte-americana de San Diego

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Foto EPA/JOHN GASTALDO

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje o tiroteio registado na segunda-feira numa mesquita em San Diego, no estado norte-americano da Califórnia, no qual três pessoas foram mortas, e pediu uma investigação ao ataque.

"O secretário-geral condena veementemente o ataque mortal de ontem [segunda-feira] a uma mesquita em San Diego (...). Reafirma que os ataques a locais de culto são particularmente hediondos e realça a necessidade urgente de combater o ódio e a intolerância em todas as suas formas", indicou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.

O líder das Nações Unidas enviou ainda condolências às famílias das vítimas e manifestou solidariedade para com a comunidade muçulmana, apelando a uma "investigação completa do ataque".

O tiroteio ocorreu no Centro Islâmico de San Diego, que também abriga uma escola.

De acordo com o Departamento de Polícia de San Diego, o tiroteio foi realizado por dois jovens, de 17 e 19 anos, que se teriam suicidado minutos depois, elevando o número total de mortes no incidente para cinco.

Entre os mortos estava um segurança que, segundo a polícia, "desempenhou um papel fundamental" para evitar que o ataque fosse "muito pior".

A ação do guarda impediu que o ataque se alastrasse além da parte frontal da mesquita, disse a polícia local.

As autoridades estão a investigar o tiroteio como um crime de ódio. 

Trata-se do mais recente de uma série de ataques a locais de culto e ocorre num momento em que crescem as ameaças e crimes de ódio contra as comunidades muçulmana e judaica desde o início da guerra no Médio Oriente, o que levou ao reforço da segurança um pouco por todo o país.