DNOTICIAS.PT
Madeira

Paula Margarido visita o Centro Porta Amiga do Funchal

None

A Secretária Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, visitou, esta terça-feira, o Centro Porta Amiga do Funchal/Delegação Regional da AMI, onde foi recebida pela coordenadora Técnica, Cristina Menezes. A visita enquadra-se num ciclo de deslocações no terreno, com o objectivo de reforçar e estreitar a ligação às instituições que atuam diretamente junto da população. 

Segundo uma nota enviada pela Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, o Centro Porta Amiga do Funchal, integrado na Delegação Regional da AMI, centra a sua resposta no acompanhamento de pessoas em situação de desemprego, baixos rendimentos, idosos, pessoas em situação de sem-abrigo e ex-reclusos. 

Essencialmente, actua junto de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade, assumindo assim um papel abrangente e transversal a toda a população que necessite de acompanhamento profissional.

Foi precisamente o carácter abrangente e transversal da intervenção que mereceu destaque por parte da secretária regional, Paula Margarido, acompanhada nesta deslocação por Mara Rodrigues, vogal do Conselho Directivo do ISSM, e Sílvia Soares, directora do Departamento de Ação Social.

A governante destacou o trabalho desenvolvido pela instituição, referindo tratar-se de “uma intervenção que assume especial relevância pela transversalidade das respostas que coloca ao dispor dos mais vulneráveis”.

O Centro Porta Amiga disponibiliza resposta residencial para acolhimento temporário, centrada nas necessidades individuais e familiares, bem como refeitório, lavandaria, balneários, dispensário de enfermagem e apoio multidisciplinar nas áreas da saúde, encaminhamento profissional e acompanhamento psicológico, sempre em estreita articulação com várias entidades.

Sobre a importância de manter as políticas públicas de inclusão em constante adaptação, de forma a responder com eficácia às necessidades reais da população, a Secretária Regional frisou que "não basta termos apoios. É essencial simplificar e acelerar o caminho até eles, garantindo que chegam de forma mais rápida, equitativa, articulada e eficaz, e, por esse motivo, enalteço o trabalho diário que aqui se faz.”

“Sempre que necessário, ajustamos as nossas políticas de inclusão para que possam funcionar como um verdadeiro motor de arranque para quem precisa de recomeçar, muitas vezes do zero.

É neste trabalho de proximidade, neste contacto direto com as instituições no terreno, que conseguimos promover a reflexão conjunta sobre novas formas de apoio, contribuindo para a definição de caminhos inovadores e de novas perspetivas de intervenção”, concluiu Paula Margarido. 

Cristina Menezes, coordenadora Técnica do Centro Porta Amiga do Funchal, destaca a evolução significativa registada na Região ao longo das últimas décadas. Com 25 anos de experiência e dedicação à causa pública, sublinha que esta transformação assenta sobretudo na descentralização das respostas e no reforço do trabalho em rede.

“A articulação entre entidades foi reforçada ao longo dos anos. Descentralizaram-se respostas. Criaram-se equipas multidisciplinares que atuam em toda a Região, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes, ajustadas à realidade de cada utente e com capacidade de ação descentralizada”, explicou a Coordenadora Técnica do Centro Porta Amiga.

Para Cristina Menezes, o contexto atual exige respostas cada vez mais imediatas e integradas: “A identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade, seja por violência doméstica, carência alimentar, entre outras, exige da nossa parte uma capacidade de resposta imediata.”

A responsável conclui que é, precisamente, na evolução do trabalho em rede que reside o principal ganho, uma vez que “tem permitido garantir intervenções céleres e eficazes, ajustadas à realidade de cada utente. É esta articulação contínua e estruturada entre instituições que tem permitido uma evolução consistente das respostas sociais na Região ao longo das últimas décadas, com impacto significativo na intervenção junto dos mais vulneráveis”.