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Madeira

Engenheiros fazem visita técnica ao Centro Industrial da Tecnovia

Fotos DR/RMOE
Fotos DR/RMOE

Grupos de Trabalho da Especialidade de Engenharia do Ambiente e Engenharia Civil, entre outras especialidades, da Região Madeira da Ordem dos Engenheiros (RMOE) realizaram na tarde do dia 7 de Maio, uma Visita Técnica ao Centro Industrial da Tecnovia, no Porto Novo.

"A visita foi conduzida pelo director das Unidades Industriais, Pedro Oliveira, e pela Diretora de Qualidade, Ambiente e Segurança, da Tecnovia Madeira, Isabel Alves, cujas intervenções incidiram no circuito da produção de agregados, de betão e de misturas betuminosas, tendo igualmente sido abordadas as práticas de incorporação de resíduos no processo produtivo, bem como a gestão ambiental associada a todas as etapas do processo de produção", explica uma nota da RMOE.

"Destaca-se a relevância da incorporação de resíduos de construção e demolição (RCD) na produção de betão não estrutural e de betuminosos, promovendo-se o prolongamento da cadeia de valor dos materiais – prática associada à transição do sector para uma economia mais circular", explica para os entendidos na matéria.

E continua: "No caso das misturas betuminosas, os resíduos utilizados resultam maioritariamente do processo de fresagem de pavimentos asfálticos degradados, através da remoção mecânica das camadas superficiais, sendo posteriormente sujeitos a britagem e reincorporados na produção de novas misturas. Atualmente, a taxa de incorporação situa-se em cerca de 10%, prevendo ser possível atingir cerca de 50% num futuro próximo. Entre as principais vantagens desta prática destacam-se a redução do consumo de matérias-primas virgens, a diminuição da deposição de resíduos em aterro e o potencial aumento do desempenho mecânico das misturas betuminosas."

Já no âmbito da gestão ambiental do processo de produção do betão, "destaca-se a reutilização de cerca de 90% das águas provenientes das lavagens das autobetoneiras, com recursos a poços de decantação e sistema de agitação que mantêm os finos em suspensão permitindo a sua reintrodução no betão", frisa, um prática que "contribui para a redução do consumo de água limpa, valorização interna dos efluentes gerados e diminuição do consumo de cimento".

Salienta-se "igualmente na produção dos betuminosos a implementação de sistemas de isolamento térmico nos equipamentos de aquecimento e mistura dos ligantes (tubos, caldeiras e fornos), com o objetivo de minimizar as perdas de calor neste processo, aumento da eficiência energética e redução do consumo de energia", refere a RMOE.

Por fim, nota que "esta visita ao Centro Industrial da Tecnovia evidenciou a adoção de práticas ambientalmente sustentáveis, com o destaque na incorporação de RCD na produção de betão não estrutural e de misturas betuminosas, e demonstrou que o sector da construção civil começa a se orientar pelos princípios da economia circular", elogia.

"Não obstante existir ainda um percurso de evolução e consolidação destas práticas, verifica-se que sector da construção civil começa progressivamente a orientar-se para modelos produtivos assentes na eficiência de recursos, na valorização de resíduos e na redução dos impactos ambientais associados à atividade industrial", conclui.