Emirados dizem ter sido alvo de 17 mísseis e 35 drones iranianos desde cessar-fogo
Os Emirados Árabes Unidos (EAU), que reportaram hoje novos ataques do Irão, declararam ter sido alvo de 17 mísseis e 35 drones, apesar do anúncio de um cessar-fogo na guerra do Médio Oriente.
Desde que entrou em vigor, "17 mísseis balísticos e 35 drones foram detetados e neutralizados com êxito pelas defesas aéreas", declarou o Ministério da Defesa dos EAU na rede social X.
O Irão tinha anteriormente afirmado que lançou ataques contra o Kuwait e os EAU em retaliação a ataques aéreos às suas instalações petrolíferas, que se seguiram ao anúncio pelos Estados Unidos de uma trégua no conflito.
Washington e Teerão acordaram na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, período em que negociarão o fim de uma guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, justificada com a inflexibilidade desta nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Israel iniciou, a 02 de março, uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, pró-iraniano, fazendo temer o alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.
A base das negociações das próximas duas semanas será um plano de dez pontos apresentado por Teerão esta madrugada para pôr fim a 40 dias de guerra, que inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
Desde 28 de fevereiro, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas desde 05 de março que não atualizam o balanço oficial.
A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.597, entre as quais 1.665 civis.