Madeira assume "grande preocupação" perante possível retrocesso na acessibilidade
Eduardo Jesus recorda "luta permanente" dos últimos 10 anos para alcançar "equilíbrio", que agora "pode ser destruído" com o novo Subsídio Social de Mobilidade
O Governo Regional da Madeira, através do secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, vê com "grande preocupação" a possibilidade de as principais transportadoras aéreas que asseguram as ligações entre o continente e as regiões autónomas abandonarem as rotas abrangidas pelo Subsídio Social de Mobilidade.
Em reacção à notícia que faz manchete na edição impressa do DIÁRIO desta quarta-feira, 8 de Abril, Eduardo Jesus alerta para um possível retrocesso na acessibilidade na Região Autónoma da Madeira, numa altura em que esta vive "o melhor momento de sempre, com o crescimento da actividade económica, do emprego, da actividade empresarial, da redução da dívida, da evolução dos salários, enfim".
Em causa está o facto de as companhias aéreas ameaçarem abandonar as rotas insulares perante as alterações legislativas do Subsídio Social de Mobilidade em discussão na Assembleia da República. Segundo as transportadoras aéreas, as mudanças ao modelo, principalmente a eliminação do tecto máximo elegível para reembolso, “podem alterar de forma significativa o funcionamento do mercado”, colocando em causa a estabilidade da conectividade aérea da Madeira e dos Açores.
Eduardo Jesus considera que a situação é fruto de uma "enorme irresponsabilidade e é o reflexo de impreparação, falta de visão e desconhecimento da realidade regional" por parte de quem apresentou as alterações legislativas.
O governante atenta para a "luta permanente" dos últimos 10 anos para alcançar "equilíbrio", que agora "pode ser destruído" com o novo Subsídio Social de Mobilidade, já que o novo modelo teria um impacto no sector do turismo "significativo", que poderia "comprometer a trajetória económica que a Madeira atravessa actualmente".
As ideias que estão agora a marcar o debate colocam em causa essa acessibilidade. Como já foi referido pelas companhias aéreas, estas soluções poderão levar a uma escalada de preços. Os residentes não sentirão esse impacto directo, porque pagarão apenas o valor líquido, mas o destino poderá perder competitividade junto dos visitantes externos. Eduardo Jesus
Ouça as declarações do secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura na íntegra: