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Madeira

“Continuamos a querer mais Autonomia”, assume Paula Margarido

Secretária recorda importância de garantir continuidade territorial com transporte aéreo

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A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude afirma que a Madeira, tal como em 1931, continua a querer ter a mesma dignidade que os cidadãos que estão na parte continental. Nesse sentido, evocou os meios de transporte, lembrando que o avião não se trata de um luxo, mas sim de uma necessidade para manter a coesão territorial.

Decorreu, esta manhã, a cerimónia comemorativa do 96.º aniversário da Revolta da Madeira, na Rotunda do Largo Charles Conde de Lambert, em São Martinho, onde se encontra erguido um monumento em homenagem à resiliência do povo madeirense. Paula Margarido participou na cerimónia em representação do presidente do Governo Regional.

Paula Margarido recordou a opressão em que vivia o povo madeirense, que acompanhados pela voz dos militares, mostrou que a Madeira não gozava da mesma dignidade que os residentes no continente.

A governante fez questão de reforçar a importância da Autonomia. “Não nos podemos esquecer que o meio de transporte que nos dá acesso à parte continental é, efectivamente o avião”, frisou, recordando a sua importância para alcançar a parte continental, as universidades e muitos postos de trabalho.

Paula Margarido assume que os madeirenses estão menos descontentes do que há 95 anos, pois “todo um trabalho foi feito, que começou também em 1976, com o reconhecimento das Autonomias na Constituição da República Portuguesa”. “Continuamos a querer mais Autonomia, porque não reconhecer Autonomia é não perceber o que é viver numa Região ultraperiférica que tem sido um extraordinário aluno, mas que continua a trabalhar pelos direitos de todos os madeirenses e porto-santenses”, concluiu a secretária da Inclusão, Trabalho e Juventude.