Guterres homenageia vítimas do genocídio no Ruanda e pede que se aprenda com os erros
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prestou hoje homenagem às vítimas do genocídio de 1994 no Ruanda contra os tutsis, que completa 32 anos, destacando que "devemos aprender com os erros do passado".
"No Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os tutsis no Ruanda, lamentamos a perda das vítimas e prestamos homenagem aos sobreviventes", disse António Guterres na rede social X, acrescentando que "devemos aprender com os erros do passado e proteger os vivos, rejeitando o ódio, a retórica incendiária e a incitação à violência".
O Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi no Ruanda é uma data que se celebra todos os anos em 07 de abril desde 2004, após ter sido instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2003.
A data marca o início do genocídio perpetrado contra membros da minoria tutsi pelo Governo extremista da maioria hutu.
As tensões entre estes dois grupos, que, dependendo de cada momento da sua história, tiveram mais ou menos privilégios graças à marginalização ou exploração do outro, deram origem a uma guerra civil (1990-1994) entre o Governo pró-hutu e os rebeldes da Frente Patriótica Ruandesa (FPR), fundada por tutsis exilados no Uganda.
Na noite de 06 de abril de 1994, foi abatido o avião em que viajavam os então Presidentes do Ruanda, Juvénal Habyarimana, e do Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hutus, quando a aeronave se preparava para aterrar na capital ruandesa, Kigali.
O assassínio foi o gatilho do genocídio contra os tutsis, que causou a morte a mais de um milhão de pessoas em cerca de cem dias.
Para o secretário-geral, o genocídio é considerado um dos capítulos mais sombrios da história.
O genocídio no Ruanda é considerado um dos piores massacres étnicos da história recente da humanidade.