CMF remove ecopontos sem aviso e sem alternativa
Venho por este meio partilhar uma situação que considero ser de interesse público e que poderá afetar muitos outros munícipes do Funchal para além de mim.
Sou residente na Rua da Pena, freguesia de Santa Luzia, Funchal, há mais de 20 anos. Durante todo este tempo, mantive um compromisso semanal com a reciclagem doméstica, separando papel, plástico e vidro e depositando-os num eco ponto situado a cerca de 100 metros da minha casa — um eco ponto que a Câmara Municipal do Funchal removeu há alguns meses, sem qualquer aviso prévio aos moradores e sem indicar uma alternativa próxima e acessível.
Gostaria de destacar um aspeto que me parece particularmente grave e que merecia debate público: nem todos os munícipes têm espaço em casa para guardar três contentores de separação de resíduos. O Funchal é uma cidade com muitas habitações de dimensões reduzidas, casas antigas e apartamentos sem zonas de arrumo suficientes. Para uma grande parte da população, os ecopontos de rua não são uma questão de conveniência — são a única forma prática de reciclar. Ao retirar estes pontos sem alternativa equivalente, a CMF está, na prática, a inviabilizar a reciclagem para os cidadãos com menos condições habitacionais, contrariando os próprios objetivos de sustentabilidade ambiental que o município diz promover.
Duarte Vasconcelos