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Guerra no Irão Mundo

Israel ataca Líbano horas depois do anúncio de Trump do prolongamento da trégua

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O exército de Israel lançou hoje um ataque contra o Líbano, após ter detetado vários disparos de lança-foguetes, poucas horas após Donald Trump ter anunciado o prolongamento do cessar-fogo por três semanas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que os disparos de lança-foguetes vindos do Líbano atingiram a aldeia fronteiriça de Shtula, no norte do país.

A mensagem, publicada na plataforma Telegram, não clarifica se o alegado ataque ocorreu antes ou depois do anúncio do Presidente dos Estados Unidos.

Na quinta-feira, Donald Trump adiantou que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo por três semanas, após negociações que decorreram na Casa Branca.

O exército israelita acrescentou que foi neutralizado um "outro lança-mísseis carregado e pronto a disparar" que "representava uma ameaça para os soldados das IDF e para o Estado de Israel".

O embaixador de Israel junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu, em entrevista à emissora norte-americana CNN, que o cessar-fogo alargado com o Líbano "não é a 100%".

"O Governo libanês não tem controlo sobre o Hezbollah, e o Hezbollah está a lançar foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel, temos de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos", disse Danon na quinta-feira.

Horas antes, o grupo pró-Irão Hezbollah revelou que disparou foguetes contra o norte de Israel e o exército israelita reivindicou um ataque contra infraestruturas da milícia xiita no sul do Líbano, que matou três militantes.

Ainda assim, Danon declarou que "a situação está significativamente melhor. Não é perfeita, mas espero que o exército libanês seja capaz de implementar e fazer cumprir este cessar-fogo", acrescentou.

Após o prolongamento do cessar-fogo inicial de 10 dias, que entrou em vigor em 17 de abril e deveria expirar na segunda-feira, Donald Trump realçou que há uma "grande hipótese" de se chegar a um acordo de paz permanente até ao fim do ano.

A guerra mais recente, que já resultou em 2.294 mortos e 7.544 feridos em sete semanas, começou quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, dois dias depois de Israel e os EUA terem lançado ataques contra o Irão.

Israel respondeu com bombardeamentos generalizados no Líbano e uma invasão terrestre em que capturou dezenas de cidades e aldeias ao longo da fronteira.

O exército israelita ocupa atualmente uma zona tampão que se estende até 10 quilómetros no sul do Líbano.

Israel afirma que o objetivo é eliminar a ameaça de foguetes de curto alcance e mísseis antitanque disparados contra o norte de Israel.

O Hezbollah rejeitou as negociações. Wafiq Safa, um membro de alto nível do conselho político do grupo militante pró-Irão, disse à agência de notícias Associated Press que não acatará qualquer acordo feito durante as negociações diretas.