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Reino Unido aprova lei que vai proibir gradualmente a compra de cigarros

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Uma lei que visa tornar gradualmente o Reino Unido num país sem tabaco, proibindo a venda de cigarros a todas as pessoas nascidas após 2008, deverá ser promulgada na próxima semana após ser aprovada pelo parlamento.

Os deputados da Câmara dos Comuns e os Lordes da câmara alta do parlamento chegaram a acordo na segunda-feira sobre uma versão final do texto, que foi aprovada na terça-feira, aguardando agora a aprovação do Rei Carlos III, uma formalidade.

De acordo com a Lei do Tabaco e dos Cigarros Eletrónicos, todas as pessoas nascidas após 01 de janeiro de 2009, e que têm atualmente 17 anos ou menos, nunca poderão comprar cigarros legalmente.

Atualmente, é ilegal vender cigarros, produtos de tabaco ou cigarros eletrónicos a menores de 18 anos.

Além desta medida, o texto permite ao governo regulamentar o tabaco, os cigarros eletrónicos e os produtos de nicotina, incluindo sabores e embalagens, e prevê também a proibição de fumar em espaços exteriores, como parques infantis, bem como nas imediações de escolas e hospitais.

O texto vai ainda permitir a proibição da publicidade a produtos de vaporização, impor restrições aos seus aromas e embalagens e banir esses produtos dos locais onde já é proibido fumar.

O ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, considerou que se trata de um "momento histórico", com uma "primeira geração sem tabaco protegida de uma vida inteira de dependência e danos".

Hazel Cheeseman, diretora-geral da organização Ação sobre Tabagismo e Saúde, saudou esta medida como um "ponto de viragem decisivo" e considerou que se tratava de um "presente duradouro para as gerações futuras".

"O fim do tabagismo e dos danos devastadores que causa já não é incerto - é inevitável", vincou esta ativista.

O número de fumadores no Reino Unido diminuiu em dois terços desde a década de 1970, mas cerca de 6,4 milhões de pessoas, cerca de 13% da população, ainda fumam, de acordo com dados oficiais.

Segundo as autoridades, o tabagismo é responsável pela morte de cerca de 80 mil pessoas por ano e por um quarto das mortes por cancro no país.

Os deputados tinham aprovado a proposta de lei por 366 votos a favor e 41 contra, no final de março, ideia herdada do anterior Governo conservador.

Os trabalhistas já proibiram a venda de cigarros eletrónicos descartáveis, com cores vivas e sabores apreciados pelos jovens, desde 01 de junho de 2025.

Em 2022, a Nova Zelândia tinha proibido a venda de cigarros a qualquer pessoa nascida após 2008. Mas, ao chegarem ao poder no final de 2023, os conservadores abandonaram a medida.