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Desporto

"O Marítimo tomará uma posição em defesa do futebol português"

Carlos André Gomes defende um modelo intermédio entre a chave da Liga e a chave do Nacional na centralização dos direitos televisivos

Foto Hélder Santos/ASPRESS
Foto Hélder Santos/ASPRESS

Carlos André Gomes, à margem das comemorações dos 100 anos da conquista do Campeonato de Portugal pelo Marítimo, realizadas hoje, posicionou-se sobre a Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, agendada para a próxima segunda-feira. "O Marítimo está integrado na Direcção da Liga e obviamente,  nesta condição tem acompanhado o processo de centralização dos direitos desportivos. E, neste sentido o papel do clube tem sido construir algo que seja positivo para o futebol português", começou por sublinhar.

O presidente maritimista reafirma que "a chave apresentada pela Liga não era do agrado do Marítimo e, sendo assim, iria votar contra", mas revela depois que "trabalhamos com o Nacional na preparação de uma chave, o que levou que a Liga revesse a que estava a preparar", considerando ter o Marítimo "um papel importante no sentido de transmitir alguma estabilidade para o futebol português".

"Entre o que era a chave inicial da Liga e o que era a chave do Nacional, obviamente que o Marítimo votava na segunda. Mas o Marítimo não é fundamentalista neste âmbito, pois acha que deve haver um meio termo. E é nesse sentido que estamos a trabalhar. Nesse contexto, aquilo que for  a orientação do plano de trabalhos da Assembleia Geral, o Marítimo tomará a sua posição em defesa do futebol português", sublinha o presidente maritimista.

Carlos André Gomes refere ainda não ser a Sociedade Desportiva a que preside estanque nas suas posições. "Não somos totalmente contra a posição da Liga, nem somos totalmente a favor da proposta do Nacional. O Marítimo acha que deve ser encontrado  um meio termo que defenda todos os clubes", sustenta.

Relativamente ao ataque do André Vilas Boas à proposta do Nacional, o presidente maritimista considera estar "o presidente do FC Porto na defesa do seu clube", mas logo diz que "o que o André Vilas Boas veio proferir na praça pública, foi uma prova que a proposta que o Nacional apresenta é a melhor para o futebol, tornando-se numa defesa dessa proposta de forma a que nem o Eng. Rui Alves faria melhor", pois "quando o presidente do FC Porto ataca o modelo do Nacional, é que ele é certamente é bom para todo o futebol português, à excepção dos três grandes".