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Guerra no Irão Mundo

Perto de uma centena de detidos que exigiam em Nova Iorque bloqueio à venda de bombas a Israel

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 Perto de uma centena de manifestantes foram detidos na segunda-feira durante um protesto em Nova Iorque, para pedir ao líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e à senadora Kirsten Gillibrand que bloqueiem a venda de bombas norte-americanas a Israel.

Liderada pelo grupo pacifista Voz Judaica pela Paz (JVP, na sigla em inglês), a multidão de centenas de pessoas tentou inicialmente realizar um protesto pacífico no interior dos escritórios dos dois parlamentares democratas em Manhattan, acusados de apoiarem os crescentes ataques de Israel no Líbano e a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

Depois de serem impedidos pelos seguranças de entrar no edifício, os manifestantes bloquearam o trânsito no exterior, gritando "financiem as pessoas, não as bombas", enquanto eram detidos e colocados em três autocarros.

Entre as cerca de 90 pessoas detidas estavam a denunciante e ativista Chelsea Manning, a atriz Hari Nef e a vereadora da cidade de Nova Iorque, Alexa Avilés, segundo um porta-voz da JVP.

O protesto centrou-se num conjunto de resoluções apresentadas pelo senador Bernie Sanders que poderiam bloquear a venda de mais de 600 milhões de dólares (510,2 milhões de euros) em bombas a Israel.

Medidas semelhantes, anteriormente apresentadas por Sanders, senador independente do Vermont, falharam. A mais recente iniciativa, no Verão passado, obteve o apoio de mais de metade dos senadores democratas, no meio da fome e do sofrimento generalizados em Gaza, mas Schumer e Gillibrand não apoiaram.

Manifestantes disseram hoje que a ofensiva aérea e terrestre de Israel no sul do Líbano, juntamente com a guerra mais ampla entre os EUA e Israel contra o Irão, aumentaram a urgência da votação, que é esperada para o final desta semana.

"Este é o momento em que Schumer e Gillibrand devem ouvir os seus eleitores", disse Sonya Meyerson-Knox, diretora de comunicação da JVP, acrescentando: "A maioria dos americanos e nova-iorquinos quer uma solução para o que o Governo israelita está a fazer".