"Os trabalhadores não podem continuar a pagar a crise"
A UGT Madeira divulgou texto da resolução aprovada no Conselho Geral deste sábado
O Conselho Geral da UGT Madeira, que se reuniu neste sábado, aprovou por unanimidade uma resolução em que alerta para a grave crise social que atravessa a Região e exige respostas políticas mais eficazes.
A organização sindical aponta o agravamento da inflação, já superior em 1 ponto percentual à média nacional, a crise na habitação e a perda de poder de compra como os principais factores de deterioração das condições de vida dos trabalhadores madeirenses, sublinhando que as medidas do Governo são "manifestamente insuficientes".
A UGT Madeira aproveita para deixar também um aviso claro relativamente às negociações em curso sobre o Código do Trabalho: a central sindical rejeita qualquer alteração que represente um retrocesso nos direitos laborais, nomeadamente medidas que aumentem a precariedade, desregulem horários, reduzam rendimentos ou enfraqueçam a negociação colectiva.
"Não há economia forte com salários fracos", afirma a resolução, advertindo que a persistência de políticas insuficientes se traduzirá em mais desigualdade, mais emigração e maior fragilidade social na Região.
A central sindical anuncia que irá levar estas preocupações à reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, agendada para 24 de Abril.