Príncipe Harry processado por instituição de solidariedade africana que fundou
Uma instituição de solidariedade cofundada pelo Príncipe Harry em África para homenagear a sua mãe, a Princesa Diana, processou-o por difamação depois de ele se ter demitido do cargo de patrono no ano passado.
A Sentebale, que apoia jovens que vivem com VIH no Botsuana e no Lesoto, apresentou uma ação judicial no mês passado no Tribunal Superior de Londres, soube-se hoje após a análise de documentos judiciais.
Os documentos disponíveis revelam que Harry e o amigo, Mark Dyer, administrador da instituição de caridade, estão a ser processados por difamação ou calúnia.
As divergências na instituição de caridade emergiram em 2023 devido a uma nova estratégia de angariação de fundos.
Harry e o Príncipe Seeiso do Lesoto, cofundadores da instituição, demitiram-se dos cargos de patronos em março de 2025.
Na altura, os dois afirmaram que a relação entre o conselho de administração e a sua presidente, Sophie Chandauka, estava irremediavelmente deteriorada.
Chandauka acusou posteriormente Harry de orquestrar uma campanha de intimidação e assédio para tentar forçá-la a demitir-se.
A comissão reguladora das instituições de caridade britânica investigou e criticou ambas as partes por permitirem que a questão fosse levada a público e prejudicasse a reputação da organização, mas não encontrou provas de intimidação ou misoginia na Sentebale.
"Os problemas da Sentebale tornaram-se públicos, permitindo que uma disputa prejudicial manchasse a reputação da instituição de caridade, arriscando-se a ensombrar as suas muitas conquistas e comprometendo a capacidade da instituição de ajudar os próprios beneficiários para quem foi criada", afirmou o CEO da comissão, David Holdsworth, num comunicado em agosto de 2025.