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Guerra no Irão Mundo

Declaração final da cimeira ibérica condena ataques do Irão mas não os Estados Unidos

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Foto EPA

A declaração final da 36.ª Cimeira Luso-espanhola condena "os ataques indiscriminados e injustificados do Irão contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros países da região", sem referência ao ataque inicial por parte dos Estados Unidos.

Na declaração, divulgada no final da reunião entre os dois países e já depois da conferência de imprensa dos primeiros-ministros Luís Montenegro e Pedro Sánchez, os dois países começam por reiterar "o seu compromisso com a paz e a estabilidade na região e reafirmam a necessidade de pleno respeito pelo Direito Internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional Humanitário".

"Ambas as partes condenam os ataques indiscriminados e injustificados do Irão contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros países da região", refere-se.

Ao mesmo tempo, Portugal e Espanha "insistem numa 'desescalada' imediata e o regresso ao diálogo e à diplomacia, via única para se alcançar uma solução duradoura para todas as questões pendentes com o Irão".

"Portugal e Espanha estão a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos seus cidadãos na região e auxiliá-los no seu regresso", refere também o documento sobre este conflito, no qual não há qualquer referência aos Estados Unidos da América.

Sánchez tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, tendo recusado a utilização de bases militares em território espanhol pelos norte-americanos para estas operações. Na resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Espanha com represálias.

Já Luís Montenegro tem afirmado que "Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido nessa ação militar", mas salientou que o país está mais próximo do seu aliado norte-americano do que do Irão.