Israel diz ter atacado 'bunker' do líder supremo iraniano em Teerão
As Forças Armadas israelitas anunciaram hoje que atacaram o 'bunker' subterrâneo do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no centro de Teerão, num bombardeamento realizado por cerca de 50 aviões de guerra.
Em comunicado, os militares israelitas informaram que o 'bunker' militar estava localizado sob o complexo que alberga a liderança do regime iraniano e deveria servir como centro de comando de emergência para o líder supremo.
Segundo o exército israelita, Ali Khamenei foi morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, antes de poder utilizar essa instalação.
"O 'bunker' militar subterrâneo, localizado sob o complexo que alberga a liderança do regime no centro de Teerão, deveria ser utilizado pelo Líder Supremo como um centro de comando de emergência seguro", referiram os militares.
Segundo o porta-voz militar Effie Defrin, o 'bunker' estendia-se por dezenas de metros abaixo de bairros residenciais no centro de Teerão e constituía o "principal quartel-general da liderança do regime".
Defrin informou que os comandantes iranianos continuaram a utilizar a instalação após a morte de Khamenei, por acreditarem que se tratava de um local "protegido e impenetrável".
"Estavam enganados. Ao início desta manhã atacámos o 'bunker' com um poderoso ataque", explicou o porta-voz.
Defrin acrescentou que os resultados do ataque ainda estão a ser avaliados pelas autoridades militares israelitas.
Em comunicado, o exército israelita divulgou também uma simulação computadorizada do local alvo, indicando que o 'bunker' se estendia por várias ruas no centro de Teerão e incluía múltiplos acessos e salas destinadas a reuniões da liderança da República Islâmica.
De acordo com o exército israelita, cerca de 50 aviões de guerra participaram no ataque contra a rede subterrânea, que se estendia por várias ruas no centro de Teerão e incluía diversas entradas e salas de reunião destinadas a altos responsáveis iranianos.
O líder supremo foi morto no seu complexo num ataque atribuído pelo Pentágono à Força Aérea israelita, numa operação que, segundo o Presidente norte-americano, Donald Trump, contou parcialmente com informações fornecidas pelos serviços de informação dos Estados Unidos.
Na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelitas, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que, em cerca de 40 segundos, foram eliminados aproximadamente 40 altos responsáveis do regime iraniano durante o ataque, incluindo Ali Khamenei.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
O conflito afetou os mercados internacionais de petróleo e gás, de transporte de mercadorias e passageiros, e o setor do turismo na região fazendo recear uma crise da economia global.