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Madeira

Investimento Directo Estrangeiro na Madeira ascendeu a 8,2 mil milhões em 2025

Quebra de 3,6% em relação a 2024

Foto Shutterstock
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No ano passado, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) na Região Autónoma da Madeira (RAM) ascendeu a quase 8,2 mil milhões de euros, uma quebra de 3,6% relativa a 2024, segundo dados divulgados hoje pela DREM com origem no Banco de Portugal (BdP).

De acordo com a Direção Regional de Estatística da Madeira "os dados são apresentados por região NUTS II beneficiária e encontram-se segmentados por sede da empresa (localização da entidade que recebe diretamente o IDE) e por estabelecimento (também inclui a localização de outras entidades relevantes que fazem parte do perímetro das empresas beneficiárias do IDE), ventilação que sustenta a análise efetuada" e que mantém a RAM no "quinto lugar no ranking nacional do IDE em 2025", isto em 9 regiões.

"Em 2025, o IDE realizado nas sedes na RAM situou-se em 8.190,7 milhões de euros", salienta, "embora se tenha registado uma diminuição de 3,6% face a 2024, esta foi menos acentuada do que a observada nesse ano, no comparativo com 2023 (-4,4%), traduzindo um ligeiro abrandamento do ritmo de queda", frisa.

Assim, "nos estabelecimentos localizados na RAM, e após a revisão dos valores de 2023 e 2024, o IDE atingiu 8.709,9 milhões de euros, correspondendo a uma redução de 3,0% face a 2024, sucedendo à diminuição de 3,6% registada na comparação entre 2023 e 2024. Tal como nas sedes, observa-se, portanto, uma desaceleração da tendência negativa", realça.

Já na análise da evolução no período 2017 a 2025, "evidencia uma trajectória tendencialmente descendente do IDE na Região, quer nas sedes quer nos estabelecimentos", sendo que "a única excepção ocorreu nos estabelecimentos, em 2023, ano em que se registou um ligeiro crescimento (+0,9%)".

Voltando ao contexto nacional, "a distribuição do stock de IDE permanece fortemente concentrada", uma vez que em 2025, "a Grande Lisboa continuou a representar mais de metade do IDE realizado em Portugal (55,3% nas sedes e 53,0% nos estabelecimentos), mantendo uma vantagem expressiva sobre as restantes oito regiões NUTS II". E acrescenta: "Seguem-se, a larga distância, o Norte (19,6% e 17,4%, respetivamente), o Algarve (9,5% e 10,1%) e o Centro (5,0% e 6,6%). A RAM representou 3,8% do total nas sedes e 4,1% nos estabelecimentos, mantendo uma posição intermédia no panorama nacional".

Já entre as regiões "menos atractivas para o IDE, encontram-se o Alentejo (3,1% e 3,5%), a Península de Setúbal (2,1% e 2,7%), o Oeste e Vale do Tejo (1,5% e 2,3%) e a RAA - Região Autónoma dos Açores (0,2% e 0,3%)".

Por outro lado, "em termos absolutos, a RAM ocupa o quinto lugar no ranking nacional do IDE em 2025, tanto nas sedes como nos estabelecimentos, mantendo a posição alcançada no ano anterior. Ainda assim, neste ano, foi a única região a registar diminuições em ambas as dimensões, contrastando com o desempenho positivo observado nas restantes regiões", da conta. "Com efeito, em 2025, destacaram-se, nas sedes, os crescimentos registados na RAA (+17,0%), no Norte (+13,6%), no Alentejo (+13,4%) e no Algarve (+10,0%). Nos estabelecimentos, sobressaíram a Península de Setúbal (+13,1%), o Oeste e Vale do Tejo (+12,3%), o Algarve (+9,6%) e a Grande Lisboa (+7,4%)", conclui.