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Guerra no Irão Mundo

Líbano regista 11 mortos em ataques israelitas no sul de Beirute e Baalbek

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Ataques israelitas mataram pelo menos 11 pessoas hoje no Líbano, no sul de Beirute e em Baalbek, anunciaram o Ministério da Saúde e a imprensa estatal, no quinto dia da guerra na região.

O Líbano foi arrastado na segunda-feira para o conflito, após um primeiro ataque contra Israel pelo movimento pró-Irão Hezbollah, que afirmou querer vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei na operação israelo-americana contra o Irão.

Ao sul da capital libanesa, "ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat" causaram seis mortos e oito feridos "de acordo com um balanço preliminar", anunciou o Ministério da Saúde libanês, num comunicado.

Em imagens da agência de notícias France-Presse tiradas em Aramoun, veículos de emergência estão reunidos à noite, enquanto socorristas transportam uma maca.

No leste do Líbano, na cidade de Baalbek, de maioria xiita, cinco pessoas foram mortas e outras 15 ficaram feridas hoje num ataque israelita contra um edifício de quatro andares, informou a Agência Nacional de Informação libanesa.

Operações estão em curso para encontrar três pessoas ainda desaparecidas, informou a agência de notícias oficial.

Além disso, em Hazmieh, nos subúrbios a sudeste de Beirute, um ataque aéreo israelita atingiu "um hotel" e ambulâncias foram enviadas para o local, informou a mesma agência, mas sem mencionar vítimas.

O exército israelita apelou esta manhã a 13 cidades e aldeias do sul do Líbano para que sejam evacuadas "de imediato" antes dos ataques contra o Hezbollah.

Um anúncio semelhante foi feito anteriormente para outras 16 localidades do sul.

O movimento pró-iraniano realizou na terça-feira uma série de ataques contra Israel, afirmando ter atingido, em particular, a base naval de Haifa (norte), em resposta aos ataques israelitas nos subúrbios, a sul de Beirute.

Desde segunda-feira, pelo menos 50 pessoas foram mortas e outras 335 ficaram feridas nos ataques israelitas ao Líbano, anunciou o Ministério da Saúde, antes destes ataques noturnos.

Três socorristas foram mortos enquanto prestavam assistência "a pessoas feridas em explosões no distrito de Tyr" (sul), escreveu na rede social X o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"As partes beligerantes devem respeitar o direito internacional humanitário e proteger os profissionais de saúde", lembrou.