Enduro com “balanço positivo” e ambição internacional
A estreia da Taça de Portugal de Enduro na Madeira terminou com um balanço claramente positivo, numa prova que superou as dificuldades iniciais e confirmou o potencial da região para acolher competições de grande dimensão.
O presidente da Associação de Ciclismo da Madeira, Xavier Nunes, sintetiza o sentimento geral ao assumir que “o balanço é extremamente positivo”, explicando que o feedback dos atletas foi muito bom, apesar dos constrangimentos causados pela chuva na preparação dos trilhos, que acabou por atrasar o trabalho no terreno.
No dia da prova, porém, as condições inverteram-se e contribuíram para elevar o nível competitivo. O responsável sublinha que o sol e o estado dos percursos permitiram garantir espectáculo e qualidade, numa jornada que decorreu na Calheta e que recolheu elogios dos participantes.
A continuidade da prova na Região surge como natural. Xavier Nunes não tem dúvidas de que a experiência é para repetir, enquadrando essa decisão no crescimento da modalidade na Madeira, que conta actualmente com mais de 50 atletas a competir regularmente fora da Região, o que reforça a importância de trazer também o calendário nacional até cá.
Mais do que consolidar esta presença, o dirigente aponta já ao próximo passo. Considera que faz todo o sentido avançar para uma prova internacional, assumindo essa meta como parte de uma estratégia de crescimento até 2028, sustentada pelos resultados que os atletas madeirenses têm vindo a alcançar dentro e fora do país.
Nesse contexto, identifica a Calheta como um dos principais activos, referindo que “reúne excelentes condições naturais” e que é actualmente o concelho com maior representatividade no ciclismo regional, posicionando-se como palco privilegiado para futuras competições de maior escala.
Com uma estreia bem conseguida, a Taça de Portugal de Enduro deixa assim na Madeira não apenas um balanço positivo, mas também uma ambição clara de evolução no panorama competitivo da modalidade.