Dirigente do CDS na Ribeira Brava bate com a porta após nomeação de Leandro Silva
Bárbara Sousa, militante e dirigente da estrutura do CDS na Ribeira Brava, decidiu abandonar o partido na sequência da nomeação de Leandro Silva para assessor do secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, que também lidera o CDS-PP Madeira. São já efeitos colaterais.
A centrista discorda da escolha e prepara-se para formalizar a sua desfiliação já na próxima segunda-feira.
Ao DIÁRIO, Bárbara Sousa optou por não prestar declarações sobre o assunto. Ainda assim, o jornal apurou que a decisão está directamente relacionada com o desconforto face à recente nomeação, que tem gerado críticas e desconforto interno em sectores do partido.
A dirigente chegou a integrar a lista de Jorge Santos nas últimas eleições autárquicas, ocupando o sexto lugar, no âmbito do acordo de coligação com o PSD. Era, por isso, uma das figuras ligadas à estrutura local do CDS com presença activa no concelho.
Em causa está a nomeação de Leandro Silva, advogado, vereador suspenso da Câmara Municipal do Funchal e líder da Juventude Popular da Madeira, para assessor do gabinete do secretário regional da Economia.
Vereador suspenso nomeado assessor de José Manuel Rodrigues
Leandro Silva pediu a suspensão do mandato de vereador no Funchal após ter atropelado um homem enquanto conduzia sob o efeito do álcool
A decisão foi oficializada em despacho publicado no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira, justificando-se com a necessidade de reforço de apoio técnico, nomeadamente na área jurídica e do direito empresarial.
A escolha surge poucos meses depois de Leandro Silva ter pedido a suspensão do mandato de vereador, na sequência de um atropelamento ocorrido a 1 de Janeiro deste ano, na Rua do Carmo, no Funchal.
O próprio assumiu ter conduzido sob o efeito do álcool, com uma taxa de 1,99 g/l, valor que configura crime. Do acidente resultaram ferimentos num homem de 58 anos, que necessitou de assistência hospitalar.
Na altura, o então vereador pediu desculpa à vítima, à família e aos cidadãos, reconhecendo ter cometido um “grave erro” e admitindo que a sua conduta não honrou as instituições que representava.
A nomeação para funções governativas reacendeu agora o debate político e interno no CDS, tendo já consequências directas na estrutura local da Ribeira Brava, com a saída de uma das suas dirigentes.