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Madeira

PCP destaca desafios e direitos dos jovens madeirenses no Dia Nacional da Juventude

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Hoje, data em que se assinala o Dia Nacional da Juventude, o PCP destacou o papel dos jovens Região Autónoma da Madeira e dos movimentos juvenis regionais na "luta por uma vida digna". Em comunicado, o partido sublinha que a celebração do dia representa a "defesa dos direitos conquistados com a Revolução de Abril e a valorização do trabalho".

O partido alerta para desafios persistentes que afectam os jovens, como a precariedade laboral, baixos salários, dificuldades de acesso à habitação e ao ensino superior.

Persistem hoje, como no passado, fortes razões para a luta da juventude: contra a precariedade e os baixos salários, em defesa da contratação colectiva, por melhores condições de acesso à habitação, por uma escola pública de qualidade e pelo acesso aos mais elevados graus de ensino PCP

Segundo os dados apresentados, na Madeira mais de 7 mil jovens entre os 16 e os 34 anos não estudam nem trabalham, enquanto 35,6% dos desempregados na Região têm entre 18 e 34 anos.

De acordo com o PCP, em Fevereiro de 2026, 28% dos novos inscritos no Instituto de Emprego da Madeira encontravam-se desempregados na sequência do término de contratos precários.

O partido sublinha ainda que estas condições levam muitos jovens a emigrar, desperdiçando-se "talento e iniciativa fundamentais para o desenvolvimento regional". "Esta situação ocorre num contexto em que persistem necessidades por satisfazer e em que muitos trabalhadores enfrentam sobrecarga laboral e baixos salários", complementa a mesma nota.

Apesar disso, o partido destaca que a juventude continua "a lutar pelos seus direitos, por melhores condições de vida e por um futuro com dignidade", em linha com o artigo 70.º da Constituição da República Portuguesa.

O comunicado termina reafirmando o compromisso do PCP com a defesa dos direitos da juventude e a construção de "uma sociedade mais justa, que garanta a todos os jovens o direito a uma vida digna".