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Derrocada leva passeio das Achadas da Cruz

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Uma derrocada esta manhã, no litoral das Achadas da Cruz, no concelho do Porto Moniz, destruiu parte da promenade junto ao mar, deixando praticamente intransitável um dos percursos mais procurados por residentes e turistas. O colapso afectou uma extensão de várias dezenas de metros e, em alguns pontos, expôs uma arriba com cerca de 30 metros de altura, agravando os riscos e impedindo a circulação.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Olavo Câmara, explica que a situação agravou-se de forma repentina entre o fim-de-semana e a manhã seguinte, quando um troço significativo da estrutura acabou por ceder numa zona já identificada como sensível, lembrando que “estamos a falar de uma frente marítima muito exposta, sujeita à força do mar e à erosão natural, num processo contínuo que foi desgastando aquela zona ao longo do tempo até chegar a este ponto”.

O impacto é significativo, desde logo por se tratar de um percurso emblemático, muito utilizado por quem visita aquela zona, um verdadeiro cartão turístico do concelho, onde a promenade se articulava com as veredas tradicionais de acesso ao calhau. Com a derrocada, essa ligação ficou comprometida, obrigando à utilização de alternativas menos acessíveis e com maiores limitações, de uso agrícola.

Quanto à possibilidade de recuperação, o autarca admite que o cenário é complexo e exige cautela, explicando que “não estamos perante uma intervenção simples nem de resolução imediata, porque falamos de uma arriba com grande altura, sem ocupação urbana, e de uma zona onde a acção do mar é permanente, o que obriga a soluções técnicas exigentes”.

Nesse sentido, a autarquia encontra-se a avaliar a viabilidade da intervenção e já admite envolver outras entidades, sobretudo o LREC, quer ao nível técnico, quer financeiro, sublinhando que “o primeiro passo é perceber exactamente o que é possível fazer, com segurança e com sentido de responsabilidade, antes de avançar para qualquer decisão”, disse.

Enquanto decorre essa análise, mantêm-se acessos alternativos ao calhau através de veredas existentes, ainda que em condições mais exigentes, num quadro que o presidente reconhece ser difícil de gerir, tanto pelo impacto na mobilidade como pela perda de um percurso de referência.

Do ponto de vista financeiro, Olavo Câmara não esconde as limitações do município, admitindo que “uma obra desta natureza representa sempre um investimento muito elevado e, com um orçamento municipal na ordem dos 10 milhões de euros, a Câmara não tem capacidade para avançar sozinha com uma empreitada desta dimensão”, o que torna inevitável o recurso a apoios externos para qualquer solução futura.

O edil socialista lamenta que nos últimos dias os serviços da autarquia tenham sido chamados para proceder à limpeza de muitos aluimentos fruto dos muitos dias de intensa pluviosidade.

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