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Guerra no Irão Mundo

12 feridos em cidades próximas de Telavive após ataque iraniano

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Foto EPA/ALAA BADARNEH

Doze pessoas ficaram hoje feridas, em duas cidades próximas de Telavive, na sequência do disparo de um ou vários mísseis provenientes do Irão, anunciaram os socorristas israelitas.

Em Bnei Brak, as equipas de socorro estão a "prestar assistência médica" e a "transportar nove feridos" para os hospitais, entre os quais um homem de 23 anos que apresenta "ferimentos causados por estilhaços" e outras pessoas com ferimentos ligeiros, entre as quais seis menores, disse a Magen David Adom (MDA), equivalente israelita à Cruz Vermelha, em comunicado.

A MDA indicou igualmente ter retirado três pessoas feridas na sequência de uma explosão em Givat Shmuel, cidade vizinha de Bnei Brak.

Após o 12º alerta do dia de mísseis provenientes do Irão, um jornalista da AFP presente em Bnei Brak, cidade habitada maioritariamente por judeus ultraortodoxos, viu o teto de uma garagem individual desabar sobre uma viatura, junto a um prédio.

O MDA publicou também fotografias mostrando o impacto sobre a fachada de um prédio, o telhado a ruir e um enorme buraco num edifício residencial, sem especificar se os danos ocorreram em Bnei Brak ou em Givat Shmuel.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, estimou em 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis - incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi especificado.