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Madeira

Quase metade dos agentes da PSP na Madeira têm síndrome metabólica ou risco cardiovascular

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Quase metade dos 109 polícias do Comando Regional da PSP da Madeira que participaram num estudo científico apresentavam síndrome metabólica ou estavam já classificados com risco cardiovascular elevado a 10 anos, foi hoje anunciado.

Numa informação hoje divulgada, a PSP salienta que a investigação publicada na revista Healthcare "analisou a saúde cardiovascular e metabólica, bem como a qualidade de vida relacionada com a saúde, evidenciando uma presença significativa de fatores de risco que coloca esta população profissional numa posição de particular vulnerabilidade".

O estudo "demonstra que os polícias da PSP não só estão expostos aos fatores de risco clássicos, como acumulam riscos adicionais associados à exigência da profissão, nomeadamente stress crónico, trabalho por turnos, privação de sono e padrões de atividade física e exercício físico irregulares".

A investigação foi realizada no segundo semestre do ano passado, tendo avaliado 109 agentes da PSP da Madeira.

O estudo concluiu que 28,4% dos participantes apresentavam síndrome metabólica, "uma condição clínica associada a um aumento significativo do risco de diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares", e 20,2% "encontravam-se já classificados com risco cardiovascular elevado a 10 anos".

"Estes números colocam uma proporção relevante destes profissionais numa trajetória de risco acrescido para eventos cardiovasculares futuros", realça a PSP.

Os autores da investigação defendem a implementação urgente de estratégias de saúde ocupacional direcionadas e defendem a necessidade de garantir a aplicação efetiva da medicina do trabalho no contexto policial, destaca a PSP.