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Madeira

PCP reafirma necessidade de novo rumo para a Região

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O PCP reafirmou, hoje, a necessidade de um novo rumo que responda aos problemas reais da população. O partido promoveu um almoço-comício evocativo dos 105 anos do Partido Comunista Português, que contou com a participação de mais de 200 pessoas. A organização refere que este número expressa "confiança, mobilização e compromisso com a luta por uma sociedade mais justa".

Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, destacou que,  “tal como no passado, também hoje o PCP é indispensável na luta por um outro rumo para a Região, que combata a exploração e garanta uma vida digna”. Na ocasião, apontou as prioridades desajustadas do Governo Regional, face às necessidades da população, "como o investimento em campos de golfe enquanto persistem graves problemas no acesso à habitação, a manutenção de parcerias público-privadas rodoviárias que representam elevados encargos públicos e tentativas de alienação de património estratégico, como o Hospital Dr. Nélio Mendonça".

O dirigente criticou ainda a postura do Governo perante o aumento do custo de vida, acusando-o de "estar mais próximo dos interesses de quem especula com os preços, nomeadamente a pretexto da guerra, do que das necessidades da população".

Reafirmando a importância da luta organizada, salientou que “não estamos condenados a uma política de exploração e empobrecimento” e que “quando os trabalhadores se organizam e lutam, nada é impossível”, destacando as próximas jornadas de luta, nomeadamente as iniciativas da juventude a 28 de Março, a acção contra o pacote laboral a 17 de Abril, as comemorações do 25 de Abril e o 1.º de Maio.

Também Tobias Freire, da JCP, destacou o papel da juventude na luta por uma vida melhor, afirmando que “é no PCP que está a força da mudança”, sublinhando que os jovens sabem que é através da luta que se conquistam direitos, melhores condições de vida e se afirmam os valores de Abril na Região e no País.

"O almoço-comício evidenciou o forte compromisso dos participantes com a luta contra o aumento do custo de vida, contra o pacote laboral, na defesa da paz e na construção de uma sociedade mais justa, sem exploração", aponta o partido.