Trump aprecia que não reste "ninguém com quem falar" em Teerão
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje que aprecia a sucessão de mortes de dirigentes iranianos e que já não reste "ninguém com quem falar" em Teerão sobre o conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel.
"Queremos falar com eles, mas não há com quem falar. Não temos ninguém com quem falar. E sabem que mais? Gostamos disso", afirmou o líder norte-americano, durante uma cerimónia de entrega de prémios na Casa Branca.
Anteriormente, nos primeiros dias da ofensiva aérea israelo-americana, lançada em 28 de fevereiro, Donald Trump tinha lamentado que a maioria das pessoas que Washington pensava para a futura liderança do Irão já tinha morrido.
Nas suas declarações de hoje, voltou ao assunto, mas em tom triunfalista.
"A marinha deles acabou. A força aérea deles acabou. A defesa antiaérea deles acabou. Tudo acabou. Os radares deles acabaram. Os líderes deles acabaram", afirmou, comentando ainda que "a maioria dos líderes da próxima geração também está morta" e que "agora ninguém quer ser líder lá".
As mortes de altos quadros do regime teocrático começaram logo no primeiro dia de bombardeamentos em Teerão, durante os quais foi eliminado o líder supremo, Ali Khamenei.
O seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, ficou ferido no mesmo ataque, segundo vários relatos de figuras ligadas ao regime, e não é visto em público há vários dias.
Hoje, proclamou a vitória sobre os inimigos da República Islâmica na guerra contra os Estados Unidos e Israel, por ocasião do Ano Novo Persa, mas fê-lo através de uma mensagem escrita, à semelhança do que já tinha acontecido no seu primeiro discurso à nação, em 12 de março.
O novo líder supremo também pediu hoje vingança pela morte do ministro dos serviços de informações, Esmail Khatib, assassinado esta semana, através de uma mensagem enviada ao Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Na passada semana, as forças israelitas mataram Ali Larijani, que era o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e um dos principais dirigentes de Teerão, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, à qual é atribuído um papel central na repressão do regime, em particular nas manifestações antigovernamentais em janeiro passado, que resultaram em dezenas de milhares de mortos e detidos.
Hoje, Israel reivindicou a morte de mais dois altos responsáveis ligados aos serviços de informação do regime de Teerão, entre os quais o general Ismail Ahmadi, da milícia Basij.
Estes assassínios, sublinhou o Exército em comunicado, juntam-se "à lista de dezenas de comandantes do regime iraniano mortos, incluindo altos funcionários do Ministério dos Serviços de Informações", desde o início da ofensiva aérea de Israel e Estados Unidos.