França pronta para participar na defesa dos países do Golfo e da Jordânia
Já depois de Reino Unido e Alemanha terem avançado com a mesma disponibilidade
A França está pronta para participar na defesa dos países do Golfo e da Jordânia, que estão a ser alvos de ataques iranianos, declarou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês Jean-Noël Barrot.
"Aos países amigos que foram deliberadamente atingidos por mísseis e drones da Guarda Revolucionária e arrastados para uma guerra que não escolheram --- Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia ---, a França expressa o seu total apoio e solidariedade", afirmou Barrot numa conferência de imprensa.
A França, segundo o ministro francês, "está pronta (...) para participar" na defesa destes países aliados, "em conformidade com os acordos que a vinculam aos seus parceiros e com o princípio da autodefesa coletiva".
Já no domingo, os líderes alemães, franceses e britânicos declararam-se prontos para "ações defensivas necessárias e proporcionadas" face às respostas iranianas, para "destruir na origem" as capacidades militares de Teerão.
"Tomaremos medidas para defender os nossos interesses e os dos nossos aliados na região", potencialmente impedindo a República Islâmica de disparar mísseis e drones, avisou o grupo E3, que reúne França, Alemanha e Reino Unido, numa declaração conjunta.
Teerão respondeu à ofensiva norte-americana e israelita iniciada no sábado com ataques em todas as direções contra vários países vizinhos, nomeadamente aqueles que albergam bases americanas, e Israel, onde nove pessoas foram mortas no domingo, segundo os serviços de emergência.
Os líderes europeus disseram estar consternados com estes ataques "cegos e desproporcionados" contra países do Médio Oriente não envolvidos na operação militar inicial.
Os ataques "visaram os nossos aliados próximos e ameaçam o nosso pessoal militar e civil em toda a região", acrescentou o comunicado, garantindo que estas medidas defensivas serão discutidas com os Estados Unidos e os seus aliados na região.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão, que respondeu com ataques aos países vizinhos, sobretudo os que têm bases norte-americanas.
Na primeira onde de ataques contra Teerão, as forças conjuntas mataram dezenas de dirigentes iranianos, incluindo Ali Khamenei, de 86 anos, no poder desde 1989.
Estados Unidos e Israel alegaram ameaças iminentes do Irão para a ofensiva, apesar de estar a decorrer um processo de negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que a ofensiva visava o derrube do regime da República Islâmica e apelou aos iranianos para que assumissem o poder após o fim da intervenção militar.