DNOTICIAS.PT
Mundo

Wall Street com baixa nítida por ataques ao Irão e prudência da Reserva Federal

None
Foto Shutterstock

A bolsa nova-iorquina encerrou ontem em baixa nítida, minada pela progressão dos preços do petróleo, com os ataques israelo-norte-americanos ao Irão, e pela prudência da Reserva Federal (Fed).

Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 1,63%, o tecnológico Nasdaq perdeu 1,46% e o alargado S&P500 baixou 1,36%.

"De momento, nada parece capaz de fazer subir o mercado", resumiu Steve Sosnick, da Interactive Brokers, em declarações à AFP.

"As cotações do petróleo têm sido uma fonte de volatilidade para as bolsas. Hoje não foi exceção", apontou Patrick O'Hare, da Briefing.com.

As cotações do petróleo têm estado a subir, com o Brent a chegar mesmo a valorizar mais de cinco por cento durante a sessão, depois dos ataques israelitas a infraestruturas energéticas críticas iranianas.

Quando atacaram o Irão em 28 de fevereiro, Israel e EUA mergulharam o planeta no desconhecido e o ataque faz recear uma alta significativa da inflação à escala mundial.

"É demasiado cedo para determinar a amplitude e a duração dos efeitos potenciais sobre a economia", considerou hoje o presidente da Fed, Jerome Powell, durante a conferência de imprensa posterior à reunião do banco central sobre política monetária.

Como esperado, o comité da Fed para a política monetária (FOMC, na sigla em inglês) decidiu manter a taxa de juro.

"No curto prazo, a subida dos preços da energia vai fazer subir a inflação global", admitiu.

Os dirigentes da Fed estimam agora que a subida dos preços nos EUA possa atingir os 2,7% no final de 2026. Em dezembro, apontavam para 2,4%.

Por outro lado, os investidores também ficaram preocupados com os "maus números" do índice de preços no produtor, relativo a fevereiro, disse Steve Sosnick.

De facto, este indicador da inflação, vista no lado dos produtores, subiu 0,7% em série (em termos mensais), depois dos 0,5% de janeiro.

A acompanhar este agravamento, o rendimento do título de dívida pública federal a 10 anos subiu de 4,20% para 4,26%.