Ofensiva terrestre importante de Israel no Líbano "deve ser evitada" defendem cinco países ocidentais
Os responsáveis de cinco países ocidentais, Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido, defenderam esta segunda-feira, num comunicado conjunto, que uma operação terrestre israelita de grande escala no Líbano "deve ser evitada".
"Uma ofensiva terrestre israelita de grande envergadura teria consequências humanitárias devastadoras e poderia conduzir a um conflito prolongado", afirmam na nota conjunta dos líderes de Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido.
"A situação humanitária no Líbano, nomeadamente os deslocamentos massivos de população que continuam, já é profundamente alarmante", alertam no comunicado.
Antes desta nota, o exército israelita anunciou ter lançado "operações terrestres limitadas" contra o movimento islamista Hezbollah no sul do Líbano, onde mais de um milhão de pessoas estão deslocadas desde o início da guerra.
Os líderes dos cinco países também "condenaram a decisão do Hezbollah de se juntar ao Irão nas hostilidades", apelando-lhe para "depôr as armas".
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah atacou Israel para vingar o assassinato do guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto a 28 de Fevereiro, no primeiro dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão. Israel lançou, em retaliação, ataques aéreos massivos sobre o Líbano.
Desde então Israel tem bombardeado intensamente o Sul do Líbano com forças de artilharia e blindados.