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Madeira

Formandos do Curso de Defesa Nacional ouvem Albuquerque falar sobre Autonomia

Presidente do Governo Regional foi o palestrante da primeira sessão de três dias de formação na Madeira, voltando a defender uma estratégia atlântica para a Defesa nacional

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Miguel Albuquerque aproveitou a conferência que proferiu para os formandos da 50.ª edição do Curso de Defesa Nacional (CDN), que estão na Madeira, para falar sobre a Autonomia e o Governo Regional, com destaque para a estratégia antlântica que defende para o País, dizendo que se impõe uma escolha por parte da República face à alternativa da estratégia continental. 

Entende o presidente do Governo Regional que, em matéria de Defesa, essa é "uma decisão importantíssima do ponto de vista do interesse nacional para os investimentos que vão ser realizados nos próximos anos", sobretudo face ao empréstimo de 5.800 milhões de euros disponibilizado pela União Europeia, com juros baixos. "Qualquer pessoa de bom senso defende a atlântica", salientou Albuquerque, dizendo desconhecer qual será a orientação nacional.

Quanto ao curso que tem a duração de seis meses (Novembro a Maio), juntando 45 formandos de diferentes proveniências, entre o sector público e privado nacionais, bem como de países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique), João Assis Barbas realça o contributo do mesmo "para pensamento estratégico em Portugal". 

O director do curso, que tem três dias de actividade na Madeira, entre hoje e quarta-feira próxima, nota que o mesmo "aborda temas diversos, na área da estratégia, das relações internacionais, da geopolítica, da economia, do direito", procurando "contribuir efectivamente para pensar estratégicamente o País".

João Assis Barbas dá conta de que a vinda à Madeira ocorre, de forma alternada com os Açores, em todos os Cursos de Defesa Nacional, notando que o objectivo de visitar as regiões autónomas passa por sair do ambiente restrito de uma sala de conferências e levar os formandos, designados 'auditores', contactarem com a realidade do País nas suas várias dimensões. 

O responsável pela edição de 2025-2026 do curso reforça que os temas actuais da geopolítica, que todos os dias as pessoas ouvem falar na televisão, são também abordados nas sessões formativas, com o objectivo de capacitar os inscritos para melhor compreenderem o momento actual externo e a forma como a mesma influencia a realidade portuguesa no presente, projectando o que poderá ser esperado do futuro. 

As mais-valias do curso foram evidenciadas por Raquel Freitas, autarca, e Francisco Cudell, consultor na área da Indústria de Defesa, dois dos formandos que estão de visita à Madeira.

Aos jornalistas, este último evidenciou a "variedade de conceitos novos" que pôde adquirir, bem como o "debate extremamente alargado e super enriquecedor", que tem ssegurado "um conhecimento, sobretudo em termos de cultura geral, extremamente alargado", considerado "uma mais-valia que trará benefícios futuros extremamente alavancados".

Já Raquel Freitas fala num "curso extremamente eclético", destacando as ferramentas que adquiriu para lidar com questões de emergência social ou importância do poder local e a crise das migrações.