Faltam espaços para educação artística nas escolas
O professor Daniel Jesus alertou para as dificuldades que ainda persistem nas escolas da Madeira ao nível das condições físicas para o ensino da educação artística, defendendo a necessidade de garantir espaços adequados para o desenvolvimento destas áreas.
A intervenção aconteceu durante a mesa redonda dedicada aos “50 anos da Autonomia e o impacto na Educação na Madeira”, integrada no congresso de Educação Artística.
Segundo explicou, as mudanças recentes no sistema educativo, como fusões de escolas e aumento do número de alunos, têm criado novos desafios no funcionamento das estruturas escolares.
Em alguns casos, referiu, escolas que recebem alunos provenientes de outros estabelecimentos acabam por ter de reorganizar espaços e recursos, o que nem sempre acontece sem impacto nas disciplinas artísticas.
“Quando há fusões e aumento do número de alunos, é necessário reorganizar a escola e isso obriga a adaptações por parte de professores e alunos”, afirmou.
De acordo com o docente, esta reorganização faz com que determinadas áreas acabem por perder espaço físico dentro das escolas.
Daniel Jesus deu como exemplo situações em que professores de educação artística ficam sem sala própria, tendo de adaptar constantemente os espaços para poder dar aulas.
“Há colegas que não têm sala de música. Muitas vezes a sala tem de ser arrumada antes e depois da aula”, explicou.
Apesar de reconhecer que o cenário ideal seria ter salas equipadas com instrumentos e áreas próprias para diferentes linguagens artísticas, como música, dança ou expressão dramática, o professor sublinhou que essa realidade ainda não existe em muitas escolas da Região.
“Estamos em 2026 e ainda há colegas que dão aulas curriculares sem uma sala própria para trabalhar”, concluiu.